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Regra é regra

Nós, brasileiros, achamos bastante complexo o sistema eleitoral dos EUA. Mas para os seus eleitores, não.

E por que não? Porque estamos nos reportando a um sistema vigente há mais de 200 anos, e ainda por cima, consagrado na sua primeira e única constituição. Quanto à captação e apuração dos votos, de fato, o sistema tornou-se demasiadamente inadequado, isto porque, pela via eletrônica, como acontece no nosso país, o tornaria mais rápido e mais eficaz e, por fim, evitaria o que aconteceu na mais recente disputa eleitoral dos EUA. Quanto ao fato das eleições dos seus presidentes prevalecerem os votos do seu colégio eleitoral, em número de 540, e não a quantidade de votos obtidos diretamente foi exatamente isto que possibilitou a formação de sua atual federação.

  Do contrário, muito provavelmente, os EUA não seria o que é hoje, pelo ao menos, territorialmente. Quanto à existência do seu colégio eleitoral, registre-se: só excepcionalmente, os votos obtidos diretamente por um determinado candidato não coincide com a maioria dos integrantes do seu colégio eleitoral.

A exemplificar: o ainda presidente, Donald Trump foi eleito tendo obtido menos de 4.000.000 quando comparados aos votos obtidos pela então candidata Hilari Clinton. O mesmo já havia acontecido quando o candidato George W. Bush venceu a disputa com o então candidato pelo partido democrata, Al Gore.  No Brasil, verdade seja dita, sobretudo, aos críticos do chamado colégio eleitoral: aqui também o adotamos, não nas eleições de presidentes, governadores e prefeitos, mas nas eleições dos nossos parlamentares. Se assim não fosse, não mais que cinco Estados, a citá-los: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul comandariam o nosso Congresso Nacional. Digo mais: se prevalecesse a quantidade de votos para eleger os nossos parlamentares, no máximo, o Acre elegeria apenas um, se muito, entre os nossos 513 deputados federais e o mesmo aconteceria com diversos outros Estados das nossas regiões norte e nordeste.

Exceto o voto em cédulas, em tudo o mais concordo com o sistema eleitoral adotado pelos EUA. Portanto, se não houvesse sido estabelecido um mínimo de 8 deputados federais por Estado, o nosso próprio Acre, não teria vez, voz e nem votos na nossa câmara de deputados. À propósito, a quantidade de votos obtidos pelo então candidato a deputado federal Eduardo Bolsonaro foi superior a soma dos votos dos estados a seguir: Roraima , Amapá e do nosso próprio Acre. Diria mais, se os 513 deputados federais que compõem a nossa câmara dos deputados fossem escolhidos entre os candidatos mais votados o nosso Acre não  conseguiria eleger um único deputado federal.   

 

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