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Não existe

 Ambos estão redondamente equivocados: os  xiitas e os negacionistas ecológicos. 

Não há nenhum risco contra a nossa soberania nacional, definitivamente não há, tampouco em relação a nossa floresta amazônica, ao nosso pantanal mato-grossense e a quaisquer outras especulações que visem ameaçar a nossa autodeterminação. Desta feita, não deveríamos perder tempo tratando de tais assuntos, posto que, em tais assuntos, nenhum outro país poderá se intrometer, a não ser nos temas constantes nos tratados internacionais dos quais participamos.     

Não apenas pela importância que tem a nossa floresta amazônica, e mais ainda, por sermos um país de relevada importância, seja em extensão territorial, populacional e econômica, estamos presentes no rol das 10 maiores potências do planeta e, como conseqüência, participamos dos mais diversos e importantes acordos multilaterais, e em quase todos eles, direta e/ou indiretamente, a nossa floresta amazônica tem sido objeto de recorrentes debates. Ainda bem que somos detentores deste extraordinário trunfo, e graças ao mesmo, já conseguimos obter algumas vantagens, e mais vantagens obteremos, se soubermos tratá-lo com competência. 

Acontece que, no mesmo território que abriga a nossa floresta amazônica, habita cerca de 30.000.000 de brasileiros, e em sua grande maioria, vivendo abaixo da linha da pobreza, portanto, carente não apenas da solidariedade dos demais entes da nossa federação, assim como, dos países considerados do primeiro mundo, condições sem as quais, torna-se impossível manter a nossa floresta amazônica em linha com as recomendações da própria ciência, e em relação ao aquecimento global, a nossa floresta tem sido um dos temas sempre presente.  

Se entre países não existe amizades, e sim, interesses, e em sendo do interesse dos demais países que a nossa floresta amazônica seja preservada, que não seja a custa do sofrimento, única e exclusivamente, dos povos que a habita, entre eles, os indígenas.   

Lamentavelmente, o nosso ministro do meio ambiente, Ricardo Sales não tem tido a habilidade para utilizar o referido trunfo. A provar que não basta verificarmos o que ele disse numa reunião ministerial: “enquanto a Covid estiver tomando conta dos mais destacados espaços da nossa imprensa, vamos passar a boiada”. Disse isto, inequivocamente, se reportando ao afrouxamento que pretendia fazer na nossa atual legislação ambiental. 

Não aos xiitas e aos negacionistas ecológicos, isto porque, ambos são nocivos ao debate que precisa ser feito até que encontremos o meio termo desejável, posto que, o mesmo jamais vira dos extremados.                          

 

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