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Desemprego

Em sendo o desemprego a pior de todas as nossas chagas sociais, outro não será o desafio que teremos a enfrentar. 

 Partindo-se da premissa que não há desenvolvimento social sem que haja crescimento econômico, pois deste depende a geração de empregos, para além da maldita herança deixada pela Covid-19, reporto-me aos  milhares de mortes humanas que já se verificaram, logo a seguir, vem a drástica redução no nosso mercado de trabalho, redução esta que já vinha nos perseguindo desde o ano 2014, e de forma persistente. Segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma das instituições de maior credibilidade do nosso país, como conseqüência da Covid-19, veio se somar ao número de desempregados já existentes no nosso país, mais de 3.000.000 de brasileiros, logicamente, em razão das restrições impostas para o enfrentamento da pandemia, ainda em curso.  

De tais restrições, milhares e milhares de empresas tiveram que suspender as suas atividades, em particular, as de pequeno, médio e micro porte, no que fez crescer o número de desempregados do nosso país, e não fosse o auxílio emergencial de R$-600,00/mês, providencialmente estabelecido pela parceria governo federal/congresso nacional, muito provavelmente, já teríamos enfrentado uma verdadeira convulsão social. Utilizando a expressão da moda, enfrentaremos uma tempestade perfeita. Nos nossos orçamentos públicos muitas das despesas consideradas absolutamente indispensáveis não serão contempladas, sequer nos percentuais minimamente necessários, sobretudo, no que diz respeito ao triunvirato: saúde, educação e segurança pública, atribuições eminentemente de responsabilidade de nossos entes federados. 

Só e somente só, o crescimento da nossa economia evitará que o pior aconteça. Mas para tanto, a mais antiga das nossas crises, reporto-me a de natureza política, precisa ser posta em segundo plano, do contrário, a nossa crise social só se agravará. A desindustrialização do nosso país, uma das fontes do nosso mercado de trabalho, vem diminuindo de forma assustadora, e o nosso agro-negócio, ainda que super eficiente, não bastará para suprir o nosso mercado de trabalho, logicamente, dada as especificidades inerentes a sua mão de obra. As nossas crises, aí sim, se alimentarão com o lançamento precoce e irresponsável da sucessão presidencial de 2022. Neste particular, destaco as pré-candidaturas: a do próprio presidente Jair Bolsonaro, a de João Dória, a de Ciro Gomes e a do ex-presidente Lula ou de alguém por ele indicado. Os dois nos e alguns meses que nos separam da reeleição ou da derrota do presidente Jair Bolsonaro é tempo, demasiada grande, diria até, uma eternidade, para os milhões e brasileiros que vivem miseravelmente, posto que, como dizia o imortal Betinho: quem tem fome tem pressa.  

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