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Quem está errando?

Este ano, dois candidatos disputam as eleições presidenciais dos EUA, e entre nós, 10 deles disputam a prefeitura da nossa capital.

Os exemplos acima bem que se presta para avaliarmos a qualidade de suas respectivas democracias. Nos EUA, de antemão, já sabemos que no próximo mês de novembro, dar-se-á uma disputa entre o atual presidente Donald Trump, do partido republicano e Joe Bidem, do partido democrata. Simples assim: lá não existe um terceiro candidato potencialmente capaz de entrar na referida disputa.

Sobre quem sucederá a nossa prefeita, Socorro Nery, qualquer prognóstico que venhamos fazer não merece crédito, isto porque, no nosso bagunçado sistema político partidário tudo poderá acontecer. A exemplificar: a eleição do então presidente Fernando Collor de Melo, do já falecido PRN, ele apenas precisou utilizar a sua sigla, e a do atual presidente Jair Bolsonaro, igualmente, bastou pegar carona num partideco que atendia pelo apelido de PSL. Nada contra o PSL, posto que, estendo a mesmíssima avaliação aos demais partidos que compõe a nossa anárquica e anti-republicana estrutura partidária.  

Antes que algum desavisado venha sugerir que às eleições dos EUA só será disputado por dois candidatos, dado a natureza do seu sistema político, ser o bi-partidarismo, de antemão esclareço: isto não é verdade. Nos EUA existe mais de uma dezena de partidos políticos.

Entretanto, apenas dois, o partido republicano e o democrata, por se comportarem como deveriam, são levados à sério. E por quê? Porque nos EUA a eleição do seu presidente depende, fundamentalmente, do respaldo do seu partido político.  

Pouco sei, e menos ainda, me interessa saber a cerca dos conchavos que estão precedendo as escolhas dos candidatos que disputarão, no próximo mês de novembro, a prefeitura de nossa capital, ainda assim, aconselharia aos seus participantes que, em seus encontros  usem máscaras, desta feita, não para se prevenirem da Covid-19, e sim, para suportarem a fedentina que exala das suas negociatas.    

Enoja-me tomar conhecimento do que está acontecendo, ou seja, ao desrespeito que continua sendo dispensado ao que ainda existia de aproveitável no nosso apodrecido sistema político-partidário. Eu mesmo, nos mais de 30 anos que participei da nossa atividade, por vezes, pelos erros que cometi, cheguei a ter vergonha de mim mesmo, mas jamais imaginaria que, ao me despedir da referida atividade, passasse a ter vergonha pelos erros dos outros.

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