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As reformas, a tributária e a administrativa, terão como principais oponentes os ocupantes do andar de cima. 

Quantos milhares, ou milhões de brasileiros recebem mensalmente as suas rendas acima do teto constitucional e tendo o Estado brasileiro, nos seus diversos níveis, como agente pagador? Reporto-me aos tais marajás que tanto falava o então candidato Fernando Collor e que motivou a sua eleição à presidência da República. E qual foi o resultado? Collor caiu e os marajás continuaram: livres, leves e soltos e em quantidades ainda maiores.  

E por que continuaram? Porque os beneficiários dos super-salários são pessoas do andar de cima da nossa pirâmide social e praticamente todas  advém das altas funções que exerceram ou exercem no âmbito das nossas diversas máquina públicas.  

Em tempo: o que não tem faltado são os penduricalhos que engordam as suas rendas mensais. O teto salarial, determinado pelo salário dos ministros do STF-Supremo Tribunal Federal continua muito mais furado do que uma tábua de pirulitos. Daí a pergunta que não pode calar: quantos funcionários ativos ou aposentados percebem acima de R$-100.000,00 por mês? Muitos, muitos, muitos...

O maior obstáculo para a aprovação da reforma administrativa virá,  certamente, dos que ganham muito e jamais daqueles, embora servidores público, ganham pouco.  
E a reforma tributária? Pior que a reforma administrativa, as dificuldades serão ainda maiores, até porque, o Brasil é o único país do mundo que os grandes empresários e os milionários são sub taxados, quando não, beneficiários de inaceitáveis isenções fiscais, enquanto seus empregados ao receberem os seus míseros salários o imposto de renda já vem subtraído.      

Volto a lembrar: as reformas, a administrativa e a tributária, absolutamente necessária para combater a nossa desumana desigualdade social, diria até, entre os nossos próprios entes federados, será uma luta entre gigantes. Para tanto basta dizer que, presentemente, do nosso bolo tributário nacional, 70% fica com a união, 20% com os Estados federados e com os 5.560 municípios, míseros 10%. 

Em princípio, sou plenamente favorável a aprovação das reformas constitucionais acima referidas, entretanto, não espero que sejam aprovadas na medida desejável, até porque, historicamente, no nosso país, os que ganham muito acabam ganhando mais e os que ganham pouco, acabam perdendo um pouquinho do que já ganhavam.  
Que o presidente Jair Bolsonaro e o seu ministro da Economia, Paulo Guedes sejam bem sucedidos nas empreitadas a que estão se propondo é o que esperamos, mas para tanto, que se preparem, pois terão que brigar, e muito, com àqueles que dizem que os seus privilégios são direitos adquiridos. 

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