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Contra a Covid-19, somente à ciência nos erradicará

      Quando, nos primeiros dias do ano de 2020, lá na China, surgiu o novo coronarirus, nem mesmo os mais conceituados centros científicos conseguiam prever as conseqüências e nem que se tratava de pandemia. Sua natureza e suas gravíssimas conseqüências, só foram anunciadas quando dois meses após, no mês de março, a OMS-Organização Mundial de Saúde informou que se tratava de uma pandemia e altamente contagiosa.

      Ainda assim, ao invés de todos os chefes de Estado, independente dos seus respectivos regimes, de suas crenças religiosas ou de qualquer outra motivação buscarem se orientar pelas recomendações emanadas da ciência, isto não aconteceu. Até mesmo nos EUA e no Reino Unido, os dois principais centros de excelência em doenças infecto-contagiosas, pelos seus chefes de governos: Donald Trump e Boris Johnson subestimaram a gravidade da Covid-19, isto porque, dado o regime vigente na China, alguns chefes de Estados chegaram a tratar a Covid-19 como se fosse uma doença proveniente de um vírus comunista. 

      Ainda assim, os principais centros científicos do mundo, inclusive os nossos, ao tempo que divulgava as medidas preventivas para conter a sua propagação, passaram a cuidar da descoberta de uma vacina, único instrumento capaz de conter e de erradicar, a Covid-19.

      Ainda assim, muito irresponsavelmente, alguns chefes de Estados passaram a divulgar as mais esdrúxulas narrativas, a título de combater a Covid-19, algumas delas absolutamente esdrúxulas, a exemplo do que fez o ditador da Bielorrússia, há quase 40 anos no poder. O dito cujo chegou a recomendar o consumo da vodka como remédio. De todas as narrativas para o combate a Covid-19, a do referido ditador, foi a mais desastrosa de todas. De um ditador, espera-se de tudo.

     Aqui no Brasil, enquanto a Covid-19 já havia invadido diversos países, sobretudo os europeu, e já havia chegado aos EUA, as nossas autoridades permitiram a realização de um dos maiores carnavais da nossa história, quando não havia registro de um único brasileiro contaminado. A provar, o primeiro contaminado, no nosso país, foi identificado no mês de março de 2020. Se não participar de aglomerações era uma das principais recomendações dos médicos infectologistas, no carnaval de 2020, recebemos visitantes de todos os cantos e recantos do mundo, inclusive de países em que a Covid-19 já se fazia presente e produzindo seus estragos.

      Algumas de nossas autoridades, até mesmo alguns médicos, na contra-mão da ciência, passaram a sugerir que a cloroquina e alguns outros remédios para combatê-la, a despeito da oposição que a OMS já fazia. Por último: as mais de 620.000 mortes de brasileiros deveram-se, sobremaneira, àqueles que ignoraram a ciência e recusaram a vacina.

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Sérgio Malandro

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