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Inevitável

Os governantes que se cercam de assessores incompetentes estarão fadados ao fracasso.

As democracias, não raramente, têm levado alguns políticos notoriamente incapazes e desonestos a ascenderem ao poder, e no nosso país, notadamente. Em assim sendo, isto tem possibilitado que pessoas desprovidas das mínimas condições consigam se eleger. Pior ainda: quando passam a se cercar de pessoas tão ou mais incompetentes que o próprio. Isto vem acontecendo ao longo da nossa pobre República. Digo pobre porque, nas Repúblicas que se prezam isto jamais acontece.

Presentemente estamos vivenciando o pior momento da história republicana, posto que, para além das várias crises que já vínhamos enfrentando, a elas veio se somar a crise provocada pelo coronavirus. Lamentavelmente, os nossos políticos sequer perceberam que se tratava de um inimigo comum a todos, independente de raça, crença, classe social, ideologias ou quaisquer outras tendências. Resultado: até o presente, já contabilizamos a mortes de mais de 152.000 brasileiros vitimados pela Covid-19. 

Na guerra do Paraguaio, a mais sangrenta que já enfrentamos, segundo os historiadores, o número de brasileiros mortos foi bastante inferior. Vamos aos fatos: na origem de todas as nossas crises e a alimentá-las destacamos a nossa permanente crise de natureza política, no que impossibilitou que as nossas autoridades políticas elaborassem uma estratégia visando combater tão perigosíssimo vírus. Muito pelo contrário, passaram a tratar o coronavirus de acordo com seus próprios interesses, sendo mais preciso, buscando tirar proveitos eleitoreiros.

Nas eleições de 2018, no Estado de São Paulo, certamente, por recomendação de algum marqueteiro, emergiu um tipo de propaganda que recomendava o chamado voto Bolsodória, enquanto hoje, em razão da sucessão presidencial de 2022, o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Dória já estão se comportando como dois viscerais inimigos.

Se avaliarmos o que está acontecendo nas eleições municipais deste ano e projetarmos o que virá acontecer nas eleições de 2022, quando iremos eleger o sucessor do presidente Jair Bolsonaro, sendo ele próprio candidato a reeleição, os arranjos eleitorais que serão feitos tornará a nossa República ainda mais empobrecida. Aqui no Acre, pelo que já ocorreu na disputa eleitoral em curso, esta por sua vez, no nível municipal, em 2022, por certo iremos assistir aos mais deprimentes espetáculos, politicamente falando-se, até porque, muitos dos atuais aliados irão se confrontar e, portanto, tornando o nosso ambiente político cada vez mais bagunçado.  Certa vez, assim se pronunciou o saudoso Ulisses Guimarães. Pior que os atuais políticos serão os próximos.

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