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Nele não votarei

  Por ter criminalizado a nossa atividade política jamais votarei no candidato Sérgio Moro. Explico;

           A primeira vez que ouvi do ainda juiz Sérgio Moro, quando no nascedouro da Operação Lava Jato a expressão “a nossa corrupção é sistêmica”, de imediato, cheguei à fazer a seguinte avaliação: ainda bem que alguém, com a necessária credibilidade e indispensável, não apenas havia feito como tornara público o mais perfeito diagnóstico sobre a causa determinante da nossa velha e antiqüíssima corrupção, e a partir de então, disse a mim mesmo: este é o cara que irá dificultar as ações dos nossos tradicionais corruptos. Jamais pensei em eliminá-la, afinal de contas, poder e corrupção, não raramente, acabam dando as mãos.     

         Lamentavelmente, enquanto o próprio Sérgio Moro passou a agir como xerife da referida operação e ia se tornando numa celebridade nacional, particularmente, fui perdendo, e numa velocidade impressionante, o meu entusiasmo em relação ao dito cujo, isto porque, contra o sistema, enquanto magistrado nada fez e quando largou a toga e aceitou se tornar ministro da Justiça da Justiça do governo Jair Bolsonaro, uma função eminentemente política, menos ainda. A partir de então, passei a vê-lo e tê-lo como um politiqueiro um tanto quanto camuflado e que só em favor dos seus interesses e com a visão voltada à política.       .        De pronto mudei as minhas opiniões, no que acertei em cheio, isto porque, suas pretensões eram eminentemente políticas, e para conseguir os seus objetivos, transformou a Operação Lava-Jato no seu palanque eleitoral, enquanto a verdadeira justiça fora mandada as favas.

         A provar que sim, em primeiro lugar transformou o PT e o ex-presidente Lula nos primeiros alvos a serem abatidos, no que parcialmente acabou conseguindo, e na medida em que seu prestígio ia crescendo, começou a pensar que poderia se tornar presidência da nossa República, e não apenas na República de Coritiba. Pasmem! Alguns painéis chegaram a ser expostos dando conta da provável existência da república curitibana. Portanto, a sua atual pré-candidatura com vistas às próximas eleições presidenciais não se deu por acaso, e sim, planejada.  

           Nos áureos tempos da Operação Lava-Jato, através dos espetáculos midiáticos que a Operação Lava-jato promovia e de forma proposital, seu prestígio não parava de crescer. Como não poderia deixar de ser, sua incompetência e a sua parcialidade passaram a ser questionadas, porquanto seus investigados eram escolhidos a dedo. De antemão os petistas, e em especial o ex-presidente Lula, e na seqüencia, todos àqueles que pudessem contrariar os interesses políticos do hoje candidato Sérgio Moro. Desta feita, submetido a ao julgamento popular, por antecipação esclareço: não votarei em tanto criminalizou a política. 

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