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Vamos aos fatos

A China demonstrou ao mundo que soube enfrentar, e com sucesso, o novo coronavirus.  

    Se a China demorou alguns dias para revelar ao mundo que em seu território, ou mais precisamente, na cidade de Wuhan, havia surgido um vírus até então ignorado e só após identificá-lo que se tratava de uma nova versão do coronavirus, altamente contagioso e letal, muito responsavelmente passou a seguir o que a ciência recomendava.

Em princípio, submeteu a referida cidade ao mais elevado grau de isolamento social e passou a cuidar de todos que haviam sido contaminados, de antemão isolando-os, a fim de evitar a sua proliferação.  Resultado: apesar de ser o país mais populoso do mundo, com quase 1.500.000.000 de habitantes, até o presente, não mais que 5.000 chineses foram a óbito pela Covid-19, e há meses não se tem notícia de novos contaminados.

Ainda assim, sua vigilância sanitária continuou atenta, a fim de evitar o surgimento de novos casos. Resumindo-se: no devido tempo, a cidade de Wuhan foi submetida ao mais rigoroso isolamento. Nela ninguém saia e nem entrava, a não ser, devidamente autorizados pelas suas autoridades políticas e sanitárias.  Enquanto isto, nos EUA o número de óbitos por Covid-19, já ultrapassou 220.000 mortes, e no nosso país, já ultrapassamos o lamentável patamar de 160.000 óbitos. Esta é uma, entre as muitas outras questões que a ciência terá que responder sobre o novo coronavirus.  

O referido vírus foi detectado nos primeiros dias do mês de dezembro de 2019 e ainda nos derradeiros dias no mesmo mês, a própria China deu ciência ao mundo do seu surgimento, até porque, seria temerário anunciá-lo sem antes avaliá-lo cientificamente. Portanto, nos primeiros dias do ano ainda em curso, o mundo inteiro já havia tomado conhecimento de sua existência e que se tratava de um vírus altamente contagioso e letal. Aqui no Brasil, por incrível que possa parecer, promovemos um dos maiores carnavais da nossa história.

Entretanto, a partir da sua divulgação o que poderia existir de pior veio acontecer. Reporto-me a sua politização, como se o coronavirus favorecesse determinadas tendências ideológicas, regimes políticos, crenças e raças, e não um inimigo comum a toda a humanidade. Outra não foi à causa que determinou a morte de mais de 1.000.000 de vidas humanas.  Estupidamente, o novo coronavírus chegou a ser apontado como um produto produzido nos laboratórios chineses, isto nas palavras do presidente dos EUA, Donald Trump. Igualmente fez alguns chefes de Estados, a se destacar, o presidente Jair Bolsonaro. Por assim terem agido, os EUA e o Brasil estão disputando a “gran finale” o macabro campeonato de mortes derivadas da Covid-19.

 

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