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Pesquisas eleitorais

              A Justiça Eleitoral precisa proibir a divulgação dos resultados dos nossos falaciosos institutos de pesquisas.  
       A importância de uma de pesquisa diz respeito à capacidade técnico/científica de quem as elaboram, e em relação às pesquisas eleitorais, mais ainda, afinal de contas, nos períodos pré-eleitorais abundam a quantidade de marginais que se apresentam como dirigentes de institutos de pesquisas, e não raramente, tem encontrado candidatos igualmente marginais que os contratam para a partir de então, utilizar os seus resultados como parte de suas falaciosas propagandas eleitorais.  
      Sou plenamente favorável as pesquisas, inclusive, as de natureza político/eleitoral, conquanto que, os institutos que as elaborem e autorizam suas publicações tenham o mínimo de responsabilidade técnico-científica.  
      Infelizmente, no nosso país, para cada instituto de pesquisa eleitoral digno dessa denominação, ou mais precisamente, que busca a credibilidade como objeto central, existe mais de uma dezena de outros que são do tipo pagou, levou, ou seja, apresentam seus resultados de acordo com a vontade do candidato que os contrataram. 
      Contra tais institutos e tais candidatos, só e somente só a nossa Justiça Eleitoral poderá impedi-los de continuarem tentando subverter a vontade de parte substancial dos nossos eleitores. Exigir dos institutos de pesquisas que disponham de compacidade para elaborar pesquisas com fins eleitorais é entre as urgentes modificações que devam ser feitas na nossa legislação eleitoral, algo a se destacar. 
      Nas eleições em curso, o exagerado número de pesquisas e seus díspares resultados, só nos dão a impressão que somos uma republiqueta de 5ª categoria, isto se levarmos em consideração que os resultados das pesquisas eleitorais influam nos resultados que serão extraídos das urnas. Nunca, em toda a nossa história, houve tanta manipulação nos resultados das pesquisas que já foram publicadas. 
     Pior ainda: as divergências entre os resultados publicados por alguns institutos de pesquisas, em particular, pelos mais irresponsáveis e incompetentes, serão utilizadas como prova para desacreditar as nossas urnas eletrônicas. 
     Pelo exposto, compete a nossa Justiça Eleitoral, não apenas regulamentar o funcionamento dos institutos de pesquisas eleitorais, bem como impedir que os chamados institutos caça-níqueis publiquem suas falaciosas pesquisas. 
     Dos resultados das nossas próximas eleições, sem maiores delongas, poderemos identificar os institutos de pesquisas que agiram com retidão e também aqueles que agiram de forma plenamente irresponsável.  

 

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