Colunistas

Um já ruiu

Sérgio Moro já se foi e Paulo Guedes está caindo aos  pedaços. Cinco dos seus principais assessores já se foram.  

A surpreendente eleição, diga-se de passagem, legal e legitimamente conquistada pelo presidente Jair Bolsonaro, em princípio, carecia de alguns símbolos para compor o seu ministério. Disto resultaram as nomeações do então juiz Sérgio Moro, o senhor absoluto da popularíssima Operação Lava-Jato para comandar o nosso ministério da Justiça e Segurança Pública, e a do economista Paulo Guedes para o nosso ministério da Economia, a quem o próprio presidente Jair Bolsonaro entregou-lhes o comando de três ministérios: fazenda, planejamento e indústria e comércio. Sérgio Moro já se foi e de forma um tanto quanto litigiosa, e em relação ao ministro Paulo Guedes, cinco dos seus sete principais assessores de sua equipe original já se foram, e os que ainda restam, estão sob a ameaça de receber cartão vermelho, segundo o próprio presidente Jair Bolsonaro.   

Decerto uma coisa: o ajuste fiscal prometido pelo ministro Paulo Quedes já não mais poderá ser realizado, pelo ao menos nos moldes inicialmente previstos e por “n” razões, entre elas e a mais determinante, a escassez de suas receitas e os inevitáveis crescimentos de suas despesas. Para tanto, basta verificarmos as reações dos seus próprios colegas contra os cortes orçamentários nos seus respectivos ministérios para o exercício/2021, mesmo quando comparados com o quinhão que dispuseram este ano. Como as receitas dos nossos entes federados, sobretudo, a da nossa união, dependem fundamentalmente do crescimento da nossa economia, do tal PIB, e como neste particular as perspectivas não são animadoras, pelo menos à curto prazo, isto porque, o enfrentamento da Covid-19 obrigou o nosso tesouro nacional a gastar o montante que a reforma da nossa previdência previa economizar nos próximos dez anos. Para além das crises que já vínhamos enfrentando, o pós coronavirus será desafiador. 

A antecipação da disputa presidencial de 2022 tem sido sim, o principal obstáculo para a superação de nossas crises, e pior será, se os pré-candidatos a sucessão do presidente Jair Bolsonaro, inclusive o próprio, não se dispuseram a compor um armistício, até porque, a continuarem em plenas campanhas eleitorais, além de estarem cometendo um crime de natureza eleitoral, estarão cometendo um crime que podemos tipificá-lo como de lesa-pátria.
Se assim continuarem procedendo, com certeza, assistirão as nossas ruas se encherem de desempregados e a protestarem contra tudo e contra todos, sobretudo, contra àqueles que buscam o poder a qualquer custo, enquanto  mais da metade da nossa população vive tangenciando ou abaixo da linha da pobreza.  

Artigos Publicados

Sim, já sabíamos

Vacine-se

Coronavac

Interesses e amizades

Nada a ver