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Fundo partidário e eleitoral

No Brasil, o dono de um partido político o gerencia com  recursos públicos. Disto resultou esta anarquia que está aí.       
     

       O sistema político-partidário do nosso país transformou os nossos partidos, com raríssimas exceções, numa atividade mercantil com fins lucrativos e sem riscos, e em dependendo do mau-caratismo de quem os comandam, numa oportunidade para obtenção de outras vantagens. 
      Embora não seja do meu feitio criticar o pecador e sim o pecado, sinto-me obrigado a me reportar ao dono de um partido apelidado de Democracia Cristã, no caso, ao cidadão José Maria Eymael. Este sujeito já foi candidato seis vezes a presidência da República, e em nenhuma delas chegou a conseguir 1% dos votos dos brasileiros, ainda assim, nas eleições do próximo dia 2 de outubro o seu nome aparecerá nas urnas eletrônicas e novamente como candidato a presidente da República. 
      Aberrações como esta só encontramos em nosso país, isto desgraçadamente, por conta da nossa anárquica legislação político-partidária. O DC-Democracia Cristã, seu partido e tantos outros ainda mais desprezíveis só existem porque são alimentados com recursos públicos. Culpa de quem? Da precariedade e da cumplicidade da nossa irresponsável legislação. Enquanto isto não tiver fim, a nossa democracia jamais será merecedora deste nome e as nossas crises se aprofundarão.  
     Deixemos de lado a excrescência acima reportada para nos voltarmos à uma outra que tanto mal tem feito a nossa democracia. Reporto-me a isenção político-partidária dos nossos meios de comunicação, e mais ainda, dos seus falaciosos jornalistas. A quem restar alguma dúvida sobre suas parcialidades, basta que assistam a programação da TV-Jovem Pan e a da TV-247. Para a Jovem Pan Jair Bolsonaro é Deus e Lula é o diabo. Para a TV-247 dá-se exatamente o contrário. 
     Se o que já se estava ruim, há bastante tempo, ficou ainda pior com o advento da internet, isto porque, conforme havia previsto o imortal escritor Humberto Ego, bandos e mais bandos de imbecis e idiotas sentiram-se a vontade para se proclamarem formadores de opinião. Sobre estes, registre-se: trabalham a soldo, ou seja, pagou são elogiados, caso contrário, será chicoteado impiedosamente, sem dó e sem respeito. No Brasil, os jornalistas delivery existem para todos os gostos e desgostos. Entre nós, acreanos, existe vários deles.    
     É de autoria do imortal Rui Barbosa: “A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa  o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhes sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoas, mede o que lhe cerceiam ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que lhe ameaça”. Informação é coisa séria. 

 

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