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O que levou o presidente Jair Bolsonaro a nomear o general Eduardo Pazuello para gerir o Ministro da Saúde

  Foi catastrófica a gestão do então general Eduardo Pasuello à frente do Ministério da Saúde, sobretudo, no enfrentamento a Covid-19, uma doença que até a própria ciência ignorava a sua natureza e as suas conseqüências. Nesta particular, sua proclamada experiência logística resultou na maior tragédia do nosso país. Na guerra do Paraguaio, a maior de todas as nossas tragédias, não mais que 50.000 brasileiros foram a óbito, enquanto na luta  contra a Covid-19 mais de 540.000 já morreram. Algo mais precisa ser dito?  

  Pior que a sua desastrada gestão, em si mesma, vem sendo a defesa e os agradecimentos que o próprio presidente Jair Bolsonaro vez fazendo da gestão do general Eduardo Pazuello. Não faço parte daqueles que rotulam o presidente Jair Bolsonaro como genocida, embora o apoio e os elogios que continua dirigindo ao seu desastrado ex-ministro dão razão àqueles que o rotula como genocida.

  O objetivo central da CPI da Covid-19 será o de avaliar os erros, e foram muitos e os poucos acertos praticados pelo Ministério da Saúde, entre eles, as recomendações de determinados fármacos sem nenhuma eficácia científica, e isto em desapreço as recomendações cientificamente comprovadas que buscavam evitar a contaminação da Covid-19.  Reporto-me a luta incessante dos melhores centros científicos do mundo, inclusive os nossos, buscando a descoberta da vacina.

  Não é demais lembrar que os principais aconselhadores do presidente Jair Bolsonaro chegaram a defender a contaminação do rebanho e a prescreverem fármacos ineficazes, entre eles, a cloroquina. O próprio presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que ao sentir-se contaminado pela Covid-19 bastou tomar algumas doses de cloroquina para ter a sua saúde prontamente restabelecida.   

  Pior foi a sua reação contra a vacinação, em especial, a Coronac, e não tão somente pelo seu negacionismo, contrastando com as providenciais decisões tomadas pelo governador de São Paulo, João Dória, este sim, o responsável pelas primeiras vacinas aplicadas no nosso país. Do contrário, ao invés de vice-campeão mundial de mortes por Covid-19 já teríamos assegurado o nefasto título de campeão mundial, o que deve acontecer quando ultrapassarmos a quantidade de mortes havidas nos EUA, e lá, em razão de decisões erráticas do então presidente Donald Trump.  

  No combate a Covid-19 o presidente Jair Bolsonaro cometeu todos os erros possíveis, e entre os mais visíveis, poderíamos destacar o troca-troca do titular do Ministério da Saúde e só deu-se por satisfeito quando ouviu do então Ministro Eduardo Pazuello a insensata, irresponsável e criminosa expressão: “aqui um manda e o outro obedece”.

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