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Basta de crises

 Quando uma ou mais crises não são superadas pela via política, e quando ainda se retro-alimentam, virá o caos. 

Desde o ano de 2015 que a nossa economia parou de crescer, e como consequência natural, mais da metade da nossa população sobrevive desempregada ou subempregada, e se não fossem os programais sociais do tipo bolsa-família e merenda escolar, entre outros, milhares e milhares de brasileiros já estariam morrendo de fome.

Para além da nossa crise econômica, uma crise de natureza eminentemente política já vinha se arrastando há mais tempo, e ambas, passaram a se retroalimentarem. Daí a pergunta que não pode calar: em se confirmando que a nossa economia vai decrescer este ano, em razão do coronavirus, ao redor dos 8% do nosso PIB - Produto Interno Bruto, qual o futuro que nos espera?  

Ora, se nem um inimigo comum e letal quanto o coronavírus foi capaz de nos unirmos, diria até, só tem acentuado as diferenças das nossas autoridades políticas, por certo, as nossas crises só irão se aprofundar, até porque, a gravidade das nossas crises não permite que esperemos pelas próximas eleições, menos ainda pela disputa presidencial que ocorrerá no distante ano de 2022.  

A atenção que as nossas autoridades políticas dispensaram ao coronavirus, por si só, bastaria para revelar os seus reais propósitos, ou sendo mais precisamente, seus perversos despropósitos, isto porque, pelo que já fizeram e continuam fazendo, de uma coisa tenhamos a mais absoluta certeza: praticamente todos eles estão apenas buscando tirar proveitos eleitoreiros da presente pandemia.

Se no devido tempo, reporto-me aos meses de janeiro e de fevereiro deste ano, as nossas autoridades políticas e econômicas houvessem tomado as devidas providências contra o coronavirus, jamais estaríamos ocupando o trágico e desumano segundo lugar, em escala mundial, em números de mortes e de contaminados pelo coronavirus.  

A falta de uma estratégia cientificamente comprovada, a fim de se evitar a contaminação da nossa população, nunca foi estabelecida no nosso país, e certamente não será, isto porque, ao ignorar a ciência e as experiências que já haviam se revelado exitosas em outros países, o presidente Jair Bolsonaro, os governadores e prefeitos passaram a agir, ainda que movidos com os melhores propósitos, porém desprovidos das indispensáveis bases científicas, resultou na tragédia que ora vivenciamos.

Não é demais lembrar que o próprio presidente Jair Bolsonaro, a exemplo do que havia feito o seu colega, Donald Trump, presidente dos EUA, chegou a comparar a Covid-19 a uma gripezinha.

 

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