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Veremos

Se a nossa atividade política continuar plenamente disfuncional, a nossa economia não se recuperará.  

O nosso tesouro nacional jamais esteve condicionado a administrar a sua dívida pública tangenciando, ou até mesmo, ameaçando superar o nosso PIB. Como a grande maioria da nossa população ignora as implicações que decorrem destes dois fatores, o mesmo acontece com os nossos eleitores quando escolhem os seus representantes políticos.  Diria até: menos de 2% dos nossos eleitores que irão votar nas eleições em curso, e o mesmo acontecerá nas eleições 2022, pouco ou nada sabem o que representa o fato da nossa dívida pública já haver chegado aos 100% do nosso PIB, ainda que representem um dos mais graves empecilhos para a recuperação da nossa atividade econômica e suas gravíssimas conseqüências no nosso mercado de trabalho.

Com o fim dos auxílios emergenciais, pois o de R$-600,00 já foi extinto e o de R$-300,00 inspirará no próximo mês de dezembro, o ano de 2021 começará com quase metade da nossa população economicamente ativa ocupando as nas ruas em busca de um posto de trabalho. Neste particular, as perspectivas são bastante desanimadores, isto porque, às milhares de micros, pequenas e médias empresas que fecharam as suas portas durante a pandemia da Covid-19, ainda que pretendam, jamais poderão readmitir, em sua totalidade, os seus antigos empregados, e muitas delas, jamais se reativarão. Como a praga do desemprego pode acontecer de uma hora para outra, o mesmo não ocorre para recuperá-las, pois demandará bastante tempo, ainda que tenhamos superado a crise sanitária, caso a vacina contra a Covid-19 venha produzir os efeitos que tanto esperamos, no caso, sua imunização. 

O mais perigoso bicho papão que teremos a enfrentar atende pelo  nome: “desemprego”, e caso não consigamos superá-lo, ainda que moderadamente, a referida praga se tronará a síntese de todas as nossas crises, até porque, nos níveis em que o nosso desemprego se encontra, já será o bastante para empurrar o nosso país, de volta, ao mapa da fome. 

Para tanto, se forem desperdiçados os dois anos que nos separam das eleições de 2022, não com uma visão pessimista, pois pessimista nunca fui, mas sendo suficientemente realista, o nosso país viverá o próximo biênio mergulhado no caos social. 

Se concluída as eleições deste ano, caso continuemos envolvidos em plena campanha eleitoral, visando tão somente as eleições de 2022, fato que já vinha acontecendo, e de forma irresponsável e agressiva, o nosso desemprego continuará crescendo e o nosso destino não será outro, a não ser o caos social. Caso isto aconteça, a nossa tragédia será inevitável e repetindo Betinho: “quem tem fome tem pressa”, portanto não espera. 

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