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Chega de erros

 É muito mais útil a extirpação de um erro do que a descoberta de muitas verdades.

     O presidente Jair Bolsonaro subestimou a tragédia que a Covid-19 poderia provocar no mundo, e em particular, ao nosso país. Não apenas subestimou como não tomou, a tempo, as medidas que se faziam necessárias para conter a sua propagação, causadora da morte, até o presente, de 666.700 brasileiros. Na maior tragédia da nossa história, a guerra contra o Paraguaio apenas, digo apenas a título de comparação, pois nela não mais que 50.000 brasileiros foram a óbito, ou seja, menos de 10% das mortes causada pela pandemia.

    Não ter tomado as medidas necessárias, e a tempo, para conter a Covid-19, foi o maior e mais grave erro do governo Jair Bilsonaro, e o pior: batia de frente com as recomendações emanadas por todas as organizações mundiais e nacionais especializadas no enfrentamento de doenças infecto contagiosas.

     Seu erro não parou por aí, pois continuou sendo agravado quando ele próprio se colocou contra as primeiras vacinas que iam sendo descobertas e sempre se colocando contra as medidas preventivas determinadas pela ciência médica, entre elas: o uso das máscaras, o isolamento social e a higienização sistemática das nossas mãos.

    Em defesa do seu próprio erro, o presidente Jair Bolsonaro denominou tais restrições de lockdown, algo que de fato nunca aconteceu no nosso país, posto que, nenhum brasileiro se viu obrigado a cumpri-lo em sua integridade. .          O “fique em casa”, não era uma obrigação vigiada pelo Estado brasileiro, e sim, uma recomendação dos infectologistas e foram muito bem acolhidas pela maioria dos nossos governadores e prefeitos. Vários países do mundo chegaram a implantar o antipático lockdown, menos o Brasil.

    Em se fazendo necessário, nós brasileiros, podíamos sair de casa sem carecer de autorização de nenhuma autoridade, conquanto que, estivéssemos  obedecendo as precauções acima referidas. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro continuou questionando a eficácia da vacina, chegando ao ponto de estimular o uso de remédios sem nenhuma eficácia, como foi o caso da cloroquina. Não deixa de ser um péssimo exemplo, o próprio presidente ainda não ter se vacinado.

    O Brasil caminhava para vermos a Covid-19 transformada de pandêmica para endêmica. Para tanto basta verificarmos a diminuição dos casos de contaminados e de mortes. Graças ao que? Logicamente, a vacinação e a obediências as medidas preventivas.

     Lamentavelmente, tanto a vacinação quanto as medidas preventivas foram sendo relaxadas para além dos limites recomendas e a Covid-19 voltou a nos ameaçar, prova disto, nas últimas três semanas os números de contaminados e de mortes voltaram a   crescer e o fantasma da pandemia já se faz presente em vários municípios do nosso país. Nada mais preocupante.     

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