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Enfim, juntos

A luta contra o coronavirus requer, incondicionalmente, que os nossos entes federados atuem em harmonia.  

O presidente Jair Bolsonaro fez muito bem ao convidar os nossos 27 governadores para juntos acordarem uma das ações que visam reparar as danosas consequência do coronavirus. Nada a contestar, e sim, a louvar. Daí esperarmos que a referida reunião venha produzir os melhores resultados, e que outras reuniões se realizem sempre que se fizerem necessárias, posto que, para o enfrentamento da presente pandemia, a união dos nossos entes federados nunca foi tão necessária.

Embora o assunto pautado na referida reunião tenha ficado praticamente circunscrito a ajuda financeira que governo federal poderia oferecer aos Estados e municípios, e em sendo público e notório que diversas outras questões ainda os dividem, urge que entrem em acordo e defina qual deva ser a estratégia que devamos perseguir.

Não podemos admitir, por hipótese alguma, que vidas humanas continuem sendo perdidas em razão das recorrentes divergências entre as nossas autoridades políticas. A se destacar: as decisões de natureza política jamais poderão prevalecer às recomendações da ciência.

Ao ultrapassarmos o patamar das 1.000 mortes diárias por Covid-19 e ante a ameaçadora e assombrosa perspectiva de nos tornarmos o epicentro mundial do coronavirus, resta-nos tão somente apelar para a união dos nossos governantes, e em todos os níveis. Do contrário, o pior ainda estará por vir.

De antemão, ainda temos que considerar as nossas próprias vulnerabilidades em relação a presente e a qualquer outra pandemia, entre elas, a fragilidade do nosso sistema público de saúde e a nossa gritante desigualdade social. A provar que sim, antes de termos atingido  pico de contaminados pelo coronavirus, vários Estados da nossa federação já se encontram com seus leitos hospitalares prestes a colapsar, a exemplificar, o Estado de São Paulo, o mais rico e poderosos do nosso país.

Sem remédio e sem vacina contra coronavirus, só nos resta diminuir a sua contaminação, mas para tanto, a exemplo do que já aconteceu em diversos países, somente o isolamento social será capaz. Ainda assim, é neste particular que as nossas divergências se fazem mais presentes, isto porque, às pressões advindas das nossas atividades empresarias, sobretudo, das comerciais, tem se tornado o maior adversário do isolamento social.  
Que o isolamento social trás sérios prejuízos as nossas atividades empresarias não há o que se discutir. Entretanto, enquanto não conseguirmos vencer o inimigo comum, maiores e mais duradouros serão os nossos prejuízos, inclusive, em vidas humanas.

 
 
 
 
 
 
 
 

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