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Política

Por óbvio, como arte ou ciência, somente pela via política, os nossos conflitos e crises serão superados

          O estado de bem estar social dificilmente será alcançado e em toda a sua plenitude, ainda assim, como uma utopia, deveremos recorrer a política, posto que, de avanços em avanços, algumas conquistas serão alcançadas.

          De antemão, precisamos partir do seguinte pressuposto: só haverá desenvolvimento social se precedido do desenvolvimento econômico. Para tanto, basta comparamos e o padrão de vida daqueles habitam os países do chamado primeiro mundo com aqueles que vivem nos paupérrimos países africanos e alguns outros que vivem no nosso próprio continente latino-americano.

           Esperar que apenas os Estados, por si sós, sejam capazes de fazer diminuir as abissais diferenças sociais existente no mundo, significa a continuidade da mesmice. Daí a necessária e indispensável colaboração dos países ricos, dos seus chefes de Estado e também das suas elites.

          A geração de empregos é o primeiro passo a ser dado para o enfrentamento da extrema pobreza, e neste particular, as grandes  empresas em muito teriam a contribuir, e muito provavelmente a ganhar, isto porque, transformar os pobres em consumidores, os transformariam em seus potenciais clientes.

           O alastramento da pobreza cada vez mais vem dividindo o mundo  e pondo em risco a paz mundial. Enquanto isto, em busca de determinadas hegemonias, trilhões e trilhões de dólares são aplicados em equipamentos de guerra, e mais recentemente, na conquista de outros planetas. Sem disparar um único disparo, quando custou a não saudosa guerra fria quando os EUA e a então URSS, disputavam a hegemonia mundial?  Quanto está custando a Rússia e seus aliados, e de igual forma, aos países da Otan, tendo como objeto a anunciada invasão da Ucrânia?

          A pobreza é inimiga da paz. Dito isto, e isto sendo, combatê-la tornou-se um imperativo. Se ainda não conseguimos deter a proliferação da Covid-19 e suas conseqüentes mutações, a descoberta da  sua vacina deveria, presentemente, ser a síntese das preocupações, e em escala mundial. Portanto, não enfrentá-la como devesse ser, significa a desumanidade no seu mais alto grau.    

           Neste particular, o nosso país presta-se como um péssimo exemplo, sobretudo, pela ausência que algumas das nossas autoridades, chegarem a ignorar a própria ciência. Portanto, se somos um dos países que mais produz alimentos no mundo e 19.000.000 de brasileiros vive passando fome e outros 30.000.000 na absoluta marginalidade, àqueles que chegam a desacreditar da ciência não nos causam surpresas.            

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Sérgio Malandro

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