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Urnas eletrônicas

Aqueles que crêem que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas são os mesmos que crêem que a terra é plana.

  A inteligência de qualquer pessoa é sempre limitada, por maior que seja a sua bagagem de conhecimento. Entretanto, o mesmo não acontece com a burrice, a estupidez e o negacionismo, justamente por sê-los ilimitados, sobretudo, em determinadas segmentos sociais. Alguns deles até chegam a crer que o dia só amanhece porque o galo canta e não que o galo canta porque o dia amanhece.

  Oportunamente, reporto-me as urnas eletrônicas para comparar ao tempo em que os votos eram expressos em cédula, e estes por sua vez, depositadas numa urna, e a partir de então, submetidas a toda sorte de fraudes: antes, durante e depois das eleições. Quem nunca ouviu falar no chamado voto de cabresto, a mais comum das práticas utilizadas pelos chamados coronéis, nos comprados de votos e outros fraudadores da nossa soberania popular, não tem a mínima autoridade para questionar a fidelidade e a segurança das urnas eletrônicas.

  Ao tempo do voto impresso existiam diversas formas de manipulação, a se destacar, o longo período para serem contabilizados, e quanto mais tempo durava, mais manipulações ocorriam. Não por acaso, após o encerramento das votações, diversas urnas eram integralmente trocadas, e mais ainda, quando os mesários entravam em conluio. Não é demais lembrar que o próprio deslocamento das urnas, não raro, demorava dias até chegarem aos locais para serem contabilizados.

  Na cidade do Rio de Janeiro, particularmente, nos bairros comandados pelas milícias, na porta de cada seção eleitoral havia um miliciano para recolher e conferir a cópia dos votos dos seus eleitores, portanto, contrariando o próprio sigilo do voto. Para além da cidade do Rio de  Janeiro, esta metodologia também foi se espraiando para as demais cidades, sobretudo àqueles, em que as organizações criminosos mandam e desmandam. Pasmem! Na nossa outrora, pacífica Rio Branco, já existem vários bairros controlados pelas organizações criminosas.

  Oportunamente, surgiu em nosso país, e como pioneiro no mundo, nas eleições de 1996, as urnas eletrônicas. Para os fraudadores de voto, nada pior poderia lhes acontecer. Afinal de contas, as portas se fecharam para suas práticas criminosas, restando-lhes apenas o seguinte argumento: as urnas eletrônicas também são passíveis de fraudes.

  Daí a pergunta que não pode calar: desde a implantação das urnas eletrônicas quantas denúncias de fraudes já foram comprovadas? Simplesmente, nenhuma. Por último: àqueles que alegam que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas apenas está com saudades do tempo em que se especializaram em fraudar a legalidade e a legitimidade do voto. 

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