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Chega de tardanças

            Os recursos que dispomos hão de fazer do Brasil o país do futuro. Por que tanta demora?

          Fugindo da Europa em razão da 2ª guerra mundial, ou mais precisamente, do nazismo, o judeu-austríaco, Stefan Zweig, na segunda metade do século XX veio para o Brasil e se radicou na cidade fluminense de Petrópolis. Segundo o seu principal biógrafo, Alberto Dines, Stefan Zweig escreveu um livro intitulado “Brasil, país do futuro”, isto no ano de 1941, momento em que a 2ª guerra mundial encontrava-se no auge. Ainda assim conseguiu a proeza de lançar o livro intitulado Brasil, o país do futuro e lançá-lo em vários idiomas, entre eles: alemão, sueco, inglês francês e duas edições em português.                           

          Entre os anos 1920 e até a sua morte, em 1942, foi considerado um dos mais famosos escritores do mundo. Suicidou no Brasil deprimido com a expansão da barbárie nazista no continente europeu.

          Pela defesa e importância que atribuía ao nosso país foi se tornando internacionalmente conhecido em razão do que o seu livro apregoava. Caso tenha exagerado no seu ufanismo pelo Brasil, ao suicidar-se, revelou que verdadeiramente, mais que um ufanista, ela tinha um amor inabalável pelo nosso país.

          Na sua despedida, antes do suicídio, Stefan Zweig deixou escrito: “Cada dia eu aprendi a amar mais este país e não gostaria de ter que reconstruir minha vida em outro lugar depois que o mundo da minha própria língua se afundou e se perdeu para mim, e minha própria pátria espiritual, a Europa, destruiu a si mesma”.

             É também dele, Stefan Zweig, a seguinte expressão: Logo que se chega ao Brasil, a primeira surpresa que se renova diariamente é descobrir a gentil e o pouco fanatismo das pessoas que convivem no seu imenso espaço.

          Territorialmente, em número de habitantes e em recursos naturais, o Brasil se encontra entre as cinco maiores potências mundiais, porém e lamentavelmente, não temos sido capazes de transformar nossos recursos em riquezas, daí o retardamento de ainda não termos nos transformado no futuro que pretendemos, e o pior ainda, enquanto somos um dos países do mundo que mais produzem alimentos, segundo pesquisas oficiais, tamanho tem sido o nosso desequilíbrio social que 30.000.000 de brasileiros tristemente foram empurraram para retornar ao mapa da fome. 

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