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JSP-Jornalismo sem partido

No Brasil, não apenas ou internautas, sim e também, boa  parte dos nossos jornalistas agem como cabos-eleitorais. 

Quis custodiet ipsos cutodes?”. Esta frase, expressa em latim, foi produto da extensa e boa lavra do poeta romano Juvenal. Traduzindo-a para posteriores interpretações: “quem há de vigiar os próprios vigilantes” ou  “quem fiscalizará os próprios fiscalizadores? Infelizmente, em relação aos nossos veículos de comunicação e aos seus jornalistas, justamente o assunto que trago ao debate, enquanto formadores da nossa opinião público, jamais poderiam fazer a defesa intransigente dos governantes e tampouco tornarem-se opositores sistemáticos dos seus opositores, a não ser que, fundados em fatos. Portanto, sou plenamente favorável ao JSP: jornalismo sem partido. 

No nosso país, já há bastante tempo e, sobretudo, presentemente, estamos vivendo o auge do jornalismo partidário, e porque não dizer, das notícias previamente encomendadas e bem ao gosto de quem as encomenda e, por certo, muito a contragosto daqueles que são agredidos. Este tipo de jornalismo precisa ter fim. Do contrário, o quarto poder, como assim chegou a ser chamada a nossa imprensa, se prestará para atender os interesses das torcidas partidárias, geralmente fanatizadas.  Não votei no então candidato Jair Bolsonaro e faço severas críticas ao seu governo, ainda assim, discordo das grotescas e irresponsáveis agressões que lhes são feitas, e não por acaso, pelos nossos principais veículos de comunicação e seus mais renomados jornalistas. De igual modo, discordo do puxa-saquismo de alguns outros que consideram que o seu governo está sendo o mais esplendoroso da nossa história.

Que as redes sociais em muito contribuíram para a desatenção da nossa imprensa é público e notório, pois ao se transformarem em verdadeiras indústrias de fake News, cada vez mais, menos têm sido acessadas, e por certo, a curtíssimo prazo, menos acessadas serão. A imprensa elogiada pelos nossos heróicos estadistas precisa voltar a ser o que já foi, mas para tanto, precisa impor a verdade da notícia no lugar da notícia da verdade. Bem a propósito, encerro este artigo com uma expressão do saudoso Rui Barbosa; A imprensa é à vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhes passa ao perto e ao longe, enxerga o que malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam,  ou destroem, vela pelo que lhes interessa, e se acautela do que lhe ameaça. 

Com raríssimas exceções, os internautas vêem se comportando como algo que foi alugado para elogiar uns e difamar outros e sem nenhum compromisso com a verdade, ou mais precisamente, com os fatos. 

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