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Direito/dever

Não é a política que faz o candidato virar ladrão  é o seu voto que faz o ladrão vira político.

Concordo em número, gênero e grau com todos àqueles que se encontram decepcionados com os nossos representantes políticos, entretanto discordo, e de forma literal, com todos àqueles que estão deixando de votar, posto que, em sendo ao mesmo tempo um direito e um dever, do direito o eleitor pode abdicar, mas do dever, jamais.  Numa linguagem bastante objetiva, assim me expresso: o voto é a chibata do povo e, logicamente, para bater no lombo dos maus políticos, pois estamos a tratar do único instrumento que impossibilita os maus políticos a terem acesso ao poder. Outra não é a razão que nos recomenda a cumprir o referido dever. 

Que a nossa legislação eleitoral é demasiadamente anárquica, e em razão disto o eleitor vê-se desestimulado, é fato. Entretanto, se você abdica do dever de votar, não raramente, acaba fazendo a vontade dos maus políticos, sendo mais preciso, favorecendo-os.  A se confirmar a avalanche de candidatos a prefeitura de nossa capital,  sete deles se habilitaram e já puseram seus pés na estrada na busca de votos. De todos, ouviremos as mais auspiciosas promessas, algumas delas, se devidamente sopesadas, já se revelam impossibilitadas de concretudes. Em princípio, você deve votar no candidato que sua consciência determinar, e de pronto exclua àqueles que tentarem suborná-lo. Em assim procedendo você estará contribuindo para melhorar a nossa democracia. 

Os próximos quatro anos serão desafiadores para os prefeitos que se sagrarem vitoriosos nas próximas eleições, até porque, de Brasília, ou mais precisamente, do nosso tesouro nacional, o tradicional pronto-socorro para as demais unidades da nossa federação, em particular, dos nossos municípios, pois seus cofres se encontram vazios, e ainda por cima, tendo que administrar monstruosos déficits. Ainda que a esperada vacina contra a Covid-19 já tenha sido descoberta e devidamente testada, a sua maldita herança fará com que os nossos gestores públicos tenham o máximo de prudência e responsabilidade com os minguados recursos públicos que lhes serão disponibilizados, do contrário, a prenunciada crise fiscal irá aprofundar.  Se na última eleição presidencial 30% dos nossos eleitores optaram pelo direito de não votar, e em sua grande maioria, a título de protesto, que nas próximas eleições continuem protestando contra os maus políticos, porém positivamente. Para tanto, basta que você vote nos candidatos que a sua consciência determinar. Ao deixar de votar você acaba favorecendo a eleição daqueles candidatos que motivaram as suas decepções.                   

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