Colunistas

O pesadelo do Pazuello

Pazuelo não só rima, como sua gestão resultou num pesadelo e que levou a morte de 530.000 brasileiros.

  A gestão do então general da ativa do nosso Exército a frente do nosso Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, resultou num pesadelo, diria até, num genocídio. Ainda assim, discordo daqueles que buscam envolver as nossas forças armadas, e em particular, o nosso exército, na sua desastrosa e assassina gestão, até porque, desde o final do vinteno 1964/1984, período do chamado regime militar, que as nossas forças armadas se afastaram da nossa gestão pública e mantiveram um comportamento exemplar. Em síntese: no interior dos quartéis não se tratava de assuntos relativos à nossa atividade política/partidária.

  Ademais, desde a aprovação da nossa atual constituição que os comandantes das nossas três armas perderam a condição de ministro de Estado e passaram a ser hierarquicamente representado pelo Ministério da Defesa, cuja função, não raramente, chegou a ser exercida por um civil. Esta mudança, a bem da verdade diga-se: por parte das forças armadas não provocou nenhuma reação.

  Outra verdade que precisa ser esclarecida: não partiu dos quartéis o movimento que resultou na chamada revolução de 64, e sim, de uma leva de civis, bastante influentes, que em nome do ante-comunismo, se insurgiram contra a presença do então presidente João Goulart no poder e para atingir os seus objetivos, buscaram apoios nos quartéis.

  Ressalte-se ainda mais: para presidir o Brasil na vidência do regime que acabara se de ser instituído, o então marechal Humberto de Alencar Castelo Branco só veio aceitar a missão quando lhe fora assegurado que não haveria nenhuma mudança no calendário eleitoral e que as eleições previstas para acontecer em 1965 estariam asseguradas. Outra não é a causa que me leva a considerar o saudoso Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco como o mais democrático ditador da nossa história, e quem sabe até, da história da humanidade.

  Lamentavelmente, aí sim, dentro dos quartéis, surgiram alguns generais e compusera a chamada linha, esta por sua vez, sob o comando do não saudoso general Costa e Silva e golpeou a nossa democracia. Em primeiro lugar, eliminaram as eleições de 1965, cujo franco favorito seria a conseqüente eleição do então candidato JK.

  Ainda assim, os generais da chamada linha dura inventaram um fantasma, qual seja: caso houvesse eleições diretas o vencedor seria Leonel Brizola e novamente a nossa democracia voltaria a ser golpeada. Resultado: as eleições de 1965 não se realizaram, e na seqüência, por longos 20 anos, a nossa democracia foi severamente golpeada.

  Que em 2022 nenhum golpismo ameacem as nossa eleições.  

Artigos Publicados

Sobre liberdade

Guerra eleitoral

Colhemos o que plantamos

Colhemos o que plantamos

Que falta nos faz