Neste artigo me detive a analisar a cassação do mandato do deputado federal Deltan Dallagnol.
Para tanto e em princípio, vi-me condicionado a analisar as ações da aparentemente finada Operação Lava-Jato, posto que, a referida operação, pelas suas más decisões, da fama para a lama, num período bastante curto. Para piorar, a dita cuja vem sendo acusada de parcial e incompetente, a despeito dos estragos, políticos e econômicos, que a mesma provocou ao conjunto da nossa própria sociedade.
Para prevenir qual algo assemelhado volte a acontecer, nas nossas futuras eleições, a nossa legislação não poderá permitir que candidaturas sub judice venham se submeter à vontade popular, a exemplo do que aconteceu com a candidatura à deputado federal do ex-procurador da República, Deltan Dalagnol. Resumindo-se: em se tratando de candidaturas eletivas deve prevalecer à máxima: é melhor preveni-las do que remediá-las.
Se o ex-procurador tentou fraudar a nossa legislação ao se desligar do nosso Ministério Público, no qual respondia a mais de uma dezena de processos, e em dois deles já havia sido condenado, a sua candidatura jamais deveria ter sido recepcionada, e em sendo, em razão das já conhecidas motivações, jamais deveria ter sido cassada.
Se no seu surgimento, como cidadão, a referida operação causou-me a melhor das impressões, não tardei a me decepcionar com o comportamento político da dupla, Sérgio Moro/Deltan Dallagnol, pois de há muito tempo já se sabia que quando a política passa a interferir nas ações judiciais a esperada justiça comumente desaparece.
Hoje faço a pior das avaliações sobre a Operação Lava-Jato, e mais ainda, sobre o conluio formatado pela referida dupla. A propósito, na última instância do nosso poder judiciário, as suas ações estão sendo revistas, ou precisamente, sendo lançadas na lixeira da nossa história.
Ainda assim, muito me preocupou a cassação do mandato do então deputado federal Deltan Dallagnol, posto que, entre os candidatos que buscavam as 30 vagas disponibilizadas ao Estado do Paraná, o dito cujo foi o candidato mais votado.
Que a cassação do mandato do referido parlamentar reste como o último exemplo, e que nunca mais candidaturas vulneráveis dependam futuras decisões judiciais.