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O fato é

 Alguns chefes de Estados se opuseram a ciência e, portanto, em muito contribuíram para o caos derivado da Covid-19.

A provar que sim, dois deles, Donald Trump, presidente dos EUA e Jair Bolsonaro, nosso presidente, chegaram a comparar a Covid-19 a uma gripizinha. Se por ignorância ou má-fé pouco importa, até porque, ao invés de uma gripizinha, a Covid-19 se transformou num verdadeiro genocídio humano, certamente o maior e o mais letal das últimas décadas. 

Sobre Donald Trump, a sua derrota política não poderia ser mais oportuna, e em relação ao presidente Jair Bolsonaro, caso mantenha o seu negacionismo, muito provavelmente, sequer conseguirá cumprir o restante do seu mandato, até porque, sem os auxílios emergenciais e o crescente número de contaminados e de mortes por Covid-19 ele poderá ser afastado do poder, pelos mais diversos instrumentos preconizados pela nossa própria democracia e previstos na nossa constituição. 

Como não sou adepto do impeachment, nem do próprio presidente Jair Bolsonaro, prefiro vê-lo concluir o seu mandato, mas para tanto, ele precisa fazer uma limpa no Ministério da Saúde e recompô-lo de profissionais especializados em saúde pública, especialmente, em doenças infecto contagiosas, coisa que o atual ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello já demonstrou por diversas vezes que nada entende, pois se entendesse, jamais teria ido a Manaus levando um carregamento do chamado kit Covid, no qual a cloroquina aparecia como o principal remédio contra a carnificina humana vivida na referida cidade. 

Se os mais conceituados centros científicos do mundo, inclusive os nossos, vem insistentemente reafirmando que não existe nenhum remédio contra a Covid-19, menos a propalada e enganosa cloroquina, de uma vez por todas, o referido fármaco já deveria ter sido excluído das agendas de nossas autoridades, sobretudo, do ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do presidente Jair Bolsonaro. 

Contra a Covid-19 a cloroquina se assemelha a semente do feijão sugerida pelo charlatão Waldomiro Santiago, pois não produz nenhum efeito, a não ser o de induzir as pessoas a se enganarem. Se considerado um bom estrategista militar, em relação a saúde público o general Eduardo Pazueelo tem se comportado como um curandeiro de quinta categoria, ou nem isto.

Ao ter deixado que os hospitais de Manaus ficassem sem oxigênio, embora tenha sido avisado a tempo, só restará ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello pedir ou ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. Do contrário, o que aconteceu em Manaus poderá acontecer em qualquer outra unidade da nossa federação, pois provado já está que entre a estratégia militar e àquela em favor da saúde pública há uma brutal diferença. 

 

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