Colunistas

A ser evitado

A pandemia da Covid-19 prenuncia um pandemônio,  àquele que resultará dos milhões de desempregados. 

O baixo crescimento da nossa economia antecede o surgimento da Covid-19 e já vinha causando gravíssimas conseqüências a nossa convivência social, isto porque, em nosso país, as nossas desigualdades sociais têm sido uma constante e quando devidamente estratificada, segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, verifica-se que a concentração das nossas rendas em poder de poucos chega a ser afrontoso quando comparado ao pouco que resta para a grande maioria da nossa população. 

Se entre os meses de março e dezembro do não saudoso ano de 2020 o Estado brasileiro, através dos providenciais e indispensáveis auxílios emergenciais veio em socorro dos milhões de miseráveis e evitou que um pandemônio social ocorresse, dado a escassez de postos de trabalhos, resta-nos saber o que acontecerá quando a ciência detiver a Covid-19 e o Brasil não dispuser das condições para retomar o nosso crescimento econômico, condição sem a qual, o caos social será inevitável. 

Metade da nossa população economicamente ativa encontra-se desempregado e mais de 20.000.000 de brasileiros já estão vivendo abaixo da linha da pobreza, e em razão disto, o nosso país encontra-se ameaçado de voltar ao mapa da fome. 

Enquanto isto, as nossas principais lideranças políticas, todas, indistintamente, umas mais e outras menos, subestimaram os desafios que ora enfrentamos, pois priorizam em ocupar os mais destacados espaços, sobretudo, àqueles que influenciarão na disputa das próximas eleições. 

Até mesmo as escolhas dos próximos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados tem se tornado uma questão de vida ou morte, em particular, para aqueles que disputarão a próxima sucessão presidencial. 
O adversário implacável e que certamente derrotará o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 não será o governador de São Paulo, João Dória, nem Ciro Gomes e nem o próprio ex-presidente Lula, caso este restabeleça a sua elegibilidade, e sim, a falta de empregos para os milhões que buscam e não encontram um posto de trabalho, até porque, desempregado não elege e tampouco reelege os governantes que não foram capazes de cuidar, a contento, da nossa economia.  
Se a politização da Covid-19 continuar sendo politizada, por certo, o aprofundamento da nossa crise social poderá nos levar ao caos. O que aconteceu em Manaus sinaliza o que poderá acontecer em qualquer outra unidade da nossa federação caso as medidas preventivas forem relaxadas, até porque, não dispomos das vacinas, em quantidade suficiente para imunizar a nossa população. Desta feita, possibilitando que a Covid-19 continue ceifando vidas humanas.  

 

Artigos Publicados

Tempos tenebrosos

Chega de mortes

Assintomáticas

Um novo fim

Sem alternativa