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Autonomia médica

 A ciência não reconhece o tratamento precoce contra a covid-19, mesmo assim, alguns médicos o estabelece.  

   Entre os meses de janeiro e março, o mundo inteiro foi surpreendido com o surgimento do novo coronavirus, este por sua vez, até então ignorado. Surgido, ao que tudo nos faz crer, na distante cidade de Huhm, na China, de repente, a doença por ele provocada, a Covid-19, começou a ser espraiar mundo afora e logo se fez presente em todo o mundo, particularmente, na Europa, sobretudo, na Itália e na Espanha, levando a morte de centenas de pessoas.  

   Detectado o seu potencial altamente contagioso e letal, a Covid-19 logo passou a ser considerada como uma ameaça para toda a humanidade, como restou e continua inquestionavelmente comprovado.

  As 600.000 mortes ocorridas nos EUA, as 500.000 mortes ocorridas no Brasil e as milhares de mortes ocorridas nos principais países da Europa, impuseram que os principais centros científicos de todo o mundo se mobilizarem, em regime de tempo integral e dedicação exclusiva, visando deter a contaminação e as mortes decorrentes da Covid-19. Sobretudo, quando no mês de março de 2020, a OMS-Organização Mundial de Saúde confirmou que estávamos diante de uma pandemia.

   Enquanto a própria ciência não tinha resposta a dar, ou mais precisamente, para socorrer os contaminados pela Covid-19, não apenas ou curandeiros, charlatões e até mesmo alguns médicos, passaram a prescrever determinados remédios como sendo capazes de detê-la, embora nenhum deles tenha tido sua eficácia e segurança comprovada. Pelo contrário, o que restou comprovado foi a sua ineficácia, e mais ainda, alguns deles, a exemplo de cloroquina e vários outros, poderiam provocar efeitos colaterais perversos, em particular, quando ministrados sem os devidos cuidados médicos.

   Mesmo assim, o enfrentamento a covid-19, foi politizado e ideologizado, como se o coronavirus atendesse a interesses políticos. O próprio Donald Trump, então presidente dos EUA, insinuava que o referido vírus havia sido fabricado em laboratórios chinês, como uma arma biológica a ser utilizada numa presumível suposta guerra, a exemplo do que aconteceu quando a hegemonia mundial era travada entre a URSS/EUA.   

   Em relação à autonomia do médico, faz necessário que se diga que esta autonomia não é absoluta, pois encontra os seus limites na própria ciência, no que aprenderam nos bancos das universidades e nos diversos cursos de graduações e pós-graduações. Portanto, prescrever remédios que a própria ciência não recomenda e até proíbem, o médico que prescreverem estarão incorrendo num gravíssimo erro, e no caso da Covid-19, contribuindo para a proliferação do seu vírus e de suas diversas mutações. 

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