Colunistas

Bons tempos, àqueles.

Rui Barbosa defendia a imprensa com tanto fervor que a tinha como a vista e os ouvidos da Nação.

   A internet, sem dúvidas, a mais importante invenção a serviço das nossas comunicações, pois através dela as informações podem ser transmitidas em tempo recorde e sem intermediários, ainda assim, trouxe consigo mesmo algo bastante prejudicial, pois com a mesma facilidade, e sem intermediários, seus usuários, em grande parte, sem nenhuma responsabilidade, freqüentemente, a serviço de terceiros e por vezes a soldo, tem se prestado para atender os mais perversos interesses. Vide as torrentes de Fake News presentes nas nossas redes sociais.

   Bem à propósito, os espaços que antes eram ocupados por jornalistas,  professores, cientistas e políticos de elevadas respeitabilidades foram tomados de assaltos por bandos de idiotas para difundir toda sorte de mentiras. Esta avaliação fora prevista por Humberto Ego, um dos mais ilustres escritores do século XX, na oportunidade em proferia uma aula inaugural na mais importante universidade de Milão.  

   Neste particular, poderíamos ressalta diversos jornalistas que ao longo da nossa história deram credibilidade e respeitabilidade a nossa imprensa. Entre eles, destaco o saudoso Carlos Castelo Branco, cujos artigos expostos no Jornal do Brasil, dada suas isenções e imparcialidades chegaram a se transformar num guia praticamente obrigatório para os tantos quantos que buscava enriquecer a nossa atividade política como instrumento de orientação em favor da qualidade de nossa democracia, da nossa convivência social e da nossa própria cultura. Registre-se, de antemão, o seu comportamento apartidário, e por assim ter sempre agido, tanto as suas críticas quanto os seus elogios, invariavelmente, eram levados a sério.

   Hoje, lamentavelmente, em prejuízo da informação, o que tem prevalecido é a desinformação, assim como, as más informações, estas por suas vezes, criteriosamente escolhidas para agredir a honra de uns, por vezes inocentes, e fazer a defesa de outros, por vezes culpados, em ambos os casos, desprovidos das indispensáveis verdades.    

   Em assim sendo, o aprendizado político da nossa sociedade, e por extensão a nossa cultura política, só tem empobrecido. De mais a mais, os nossos partidos políticos foram transformados em péssimas escolas, seja pela excessiva quantidade deles, seja pela não fidelidade partidária e por fim, pela falta de princípios que caracterizam os próprios partidos políticos.

   As mobilizações que estamos assistindo com vistas às eleições de 2022 bem que se presta para refletir a nossa realidade, posto que, as campanhas eleitorais antecipadas de quase uma dúzia de supostos candidatos a presidência da República sequer chegam a considerar a pandemia em curso. 

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