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Nada pior

 

Segundo a organização “médicos sem fronteiras”, a politização da Covid-19, foi a causa da nossa tragédia.

Caberia ao presidente Jair Bolsonaro, aos os governadores e aos prefeitos decretarem as providências a serem tomadas para combater a Covid-19 no nosso país, conquanto que, seguindo as orientações da ciência, sobretudo dos médicos especializados em doenças infectos contagiosas, e mais ainda, todos em comum acordo. Do contrário, o resultado poderia ser o que ora verificamos, no caso, a maior tragédia humana que o nosso país já teve que enfrentar. Até hoje, mais de 360.000 mortes.Lamentavelmente, o que assistimos foi o que de pior poderia acontecer, a mais completa politização no combate a Covid-19, e o mais grave, a antecipação da disputa eleitoral de 2022, disputa esta que teve a sua origem entre as duas mais representativas autoridades política do nosso país. De um lado o presidente Jair Bolsonaro e do outro o governador do mais importante estado do nosso país, João Dória, e a partir de então, cada um deles influenciados pelas suas respectivas torcidas.

Se houvéssemos agido com o mínimo de humanidade e espírito público, o nosso país não teria se transformado no epicentro mundial da Covid-19, menos ainda, no único país do mundo que, por seguidos dias, mais de 3.000 brasileiros estão perdendo suas vidas, a maioria delas plenamente evitáveis, caso as medidas preventivas, recomendadas pelos mais qualificados centros científicos do mundo, inclusive os nossos, houvessem sido obedecidas. Mas não e pelas sucessivas discórdias entre as nossas autoridades políticas, cada uma delas, decretando o que lhes vinham à telha, não raramente, o nosso próprio STF-Supremo Tribunal Federal veio ser acionado para determinar, a luz do direito e não da ciência qual, a decisão que devesse prevalecer, afinal de contas, todos eles invocando os direitos que os protegiam e os respaldavam. Acontece que, entre todos os direitos, nenhum deles poderá superar o direito a vida, até porque, para quem morre todos os demais direitos de nada mais vale, posto que, inexiste o direito de reviver.

Neste contexto, determinados direito não foram extintos, apenas restritos, até porque o direito de ir e vir de um contaminado pela Covid-19 poderá levar a morte de terceiros, além da sua própria morte. O direito de livre manifestação do pensamento não poderia permitir que os curandeiros/charlatões passassem a recomendar remédios que comprovadamente não tinham nenhuma eficácia no tratamento da Covid-19, a não ser os seus efeitos colaterais, igualmente nocivos, como foram as  recomendações que asseguravam que a cloroquina era o bastante para prevenir as pessoas de ser contaminadas pela Covid-19. 

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