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Votar é preciso

Numa linguagem popular, chego a dizer: o voto é a chibata que os eleitores dispõem para bater nos lombos dos maus políticos.

Discordo dos eleitores que, a pretexto de protestar contra os maus políticos vêm deixando de votar. E por que discordo? Porque, quem assim procede acaba favorecendo àqueles candidatos que buscam chegar ao poder para dele tirar proveito. Neles, às merecidas chibatadas. Mas para afastá-los do poder, sobretudo, àqueles que motivam nojo, basta que não votemos neles, e no quanto poder influenciemos que outros eleitores façam o mesmo. Decerto uma coisa: quem deixa de votar favorece aos maus políticos, pois poderá contribuir com as suas eleições. Quem deixa de votar não ajuda a melhorar a qualidade da nossa representação política. Tomemos como referência os sete candidatos que disputam a prefeitura de nossa capital, Rio Branco.

Em qual deles deveremos votar? Como todos não se encontram no mesmo nível, basta que cada eleitor escolha aquele candidato que lhes pareça o mais capacitado para dirigi-la. Em assim procedendo, aí sim, estaremos protestando, e de forma positiva, porquanto evitaremos que os piores consigam se eleger. De mais a mais, independente daquele ou daquela que vier se eleger para dirigir a nossa capital, e por extensão, qualquer uma das nossas 5.560 prefeituras do nosso país, de antemão, todos precisam entender que os próximos quatro anos serão os mais desafiadores de toda a nossa história, isto porque, a crise econômica e fiscal derivada do enfrentamento da Covid-19 será cobrada de todos os nossos entes federados, e em particular, das nossas prefeituras, por sê-las como sempre foram, os menos aquinhoados quando da repartição do nosso bolo tributário. 

Na próxima quadra, ser prefeito será uma missão de dificílima superação, até porque, nos orçamentos de todas as nossas prefeituras as suas receitam não cobrem as às suas respectivas despesas e não mais disporão dos seus tradicionais pronto-socorros, no caso, os governadores dos Estados e a própria união, posto que, também se encontrarão com os seus cofres vazios. Além de vazios, altamente endividados. Em nenhuma das nossas eleições se precisou tanto se avaliar as promessas dos nossos candidatos quanto nas próximas eleições, isto porque, a escassez de recursos os impedem de abrir seus baús de promessas, por não terem condições de resgatá-las. E o que nos resta fazer? Comparecer as urnas e votarmos nos candidatos que suas consciências determinarem e não ausentando-se, até porque, o protesto contra os maus políticos só se efetivará na medidas em que conseguirmos derrotar todos os candidatos que tem levado os nossos eleitores a se enojarem da atividade política. A pensar: que não gosta de política será governado, e não raramente, pelos maus políticos. 

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