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Desafiadora

A quadratura 2021/2016, para os prefeitos que vierem se eleger na próxima eleição será extremamente desafiadora

Não creio que a maioria dos candidatos que disputarão às próximas eleições, em particular, os candidatos a prefeito, tenham a devida noção dos gravíssimos desafios que estão a esperá-los. Sinceramente, não creio, até porque, todos os nossos municípios, sem exceção de nenhum deles, encontram-se praticamente falidos. Falidos e endividados. Ainda que já venhamos dispor de uma vacina contra a Covid-19, jamais nos livraremos da maldita herança deixada pela pandemia, a se destacar, os milhões e milhões de desempregados que surgirão como resultado dos milhares de micros e pequenas empresas que fecharam as suas portas e que jamais reabrirão, pelo ao menos, a curto e médio prazo.  

Pior ainda, em matéria de crescimento econômico, desde o ano de 2015, que o nosso país perdeu o rumo. Ao invés de crescermos, no mínimo, 3% ao ano, tomando-se como referencia o nosso PIB-Produto Interno Bruto, nos anos 2015 e 2016, ainda no governo da presidente Dilma Rousseff, levamos dos tombos de 3%, totalizando 6% negativos. Nos dois anos do governo Michel Temer o nosso crescimento atingiu pífios 1,2% ao ano.  Em 2019, o primeiro do governo Jair Bolsonaro, enquanto esperávamos um crescimento de 2,5%, não passamos dos 1,1%. Este ano, não apenas o Brasil, mas nenhum país do mundo terá condições de crescer, posto que, já gastaram o que tinham e o que não tinham, e no nosso caso, em razão dos indispensáveis auxílios que a união se viu obrigado a conceder a quase metade da nossa população e a outras despesas contraídas para dar enfrentamento ao coronavirus, chegaremos ao final deste ano com um déficit orçamentário, apenas do governo federal, tangenciando a casa de um trilhão de reais.

Por estas e outras, faz-se necessário que os nossos candidatos a prefeito não se excedam em suas promessas, até porque, se assim procederam, estará contribuindo cada vez mais para desacreditar a nossa já bastante desacreditada classe política. E não se esqueçam: em razão das crises que irão enfrentar os eleitores não irão perdoar os prefeitos que se elegeram prometendo o que não teriam condições de cumprir. Quando tomo conhecimento que os países que compõem a união européia, o continente mais rico e desenvolvido do planeta prevê para este ano uma retração econômica de 6%, e os EUA de 8%, e mais ainda, que a nossa economia decrescerá nas mesmas proporções, sem alarmismo e desprovido de qualquer pessimismo, sinto-me na obrigação de chamar a atenção dos candidatos a prefeito, em particular, os que disputam as prefeituras do nosso Estado, sobretudo, da nossa capital, que não se excedam. Simples assim: que sejam responsáveis em suas promessas. 

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