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Chega de deboches

A candidatura de Luciano Bovar à presidência da República espero que seja o último deboche até as próximas eleições. 

Luciano Bivar, não tem história e muito menos densidade eleitoral para se apresentar como candidato a presidente da nossa República. Há uma única e somente uma razão para o seu atrevimento: ele preside o União Brasil, o partido que terá o maior quinhão do fundo partidário e que disporá do maior tempo no rádio e na televisão quando a justiça eleitoral passar a permitir a exibição do importantíssimo e atraente horário eleitoral. 

Particularmente, não tenho a menor dúvida que sua candidatura tem como objetivo uma trapaça que não tardará a tomarmos conhecimento. Ainda assim, dado a sua condição de presidente de um partido que havia emprestado sua legenda para abrigar a candidatura do presidente Jair Jair Bolsonaro e em conseqüência da onda bolsonarista, o fato do PSL ter elegido uma grande bancada na Câmara dos Deputados, o próprio Bivar passou a se considerar o que nunca foi e nem numa será, numa figura central da nossa atividade política. 

A propósito, sua primeira e surpreendente decisão foi o rompimento do próprio PSL com o governo Jair Bolsonaro. As causas, embora não tenham sido devidamente explicadas, são por demais sabidas, entre elas, o seu poder de mando no governo esteve aquém do que ele pretendia. Disto resultou o racha do PSL, ainda assim, metade preferiu manter-se aliada ao governo e a outra metade manteve-se no partido. Mesmo assim, a banda supostamente comandada pelo presidente Luciano Bivar, cerca de 25 deputados federais, continuou bastante expressiva, particularmente quando comparado com a representação de diversos partidos presentes na nossa Câmara de Deputados. 

Outro lance de Luciano Bivar se deu quando conseguiu estabelecer uma aliança com o PFL, fundando o hoje União Brasil. Esta aliança só foi possível de se realizar porque a presidência do novo partido ficou sob o comando do próprio Luciano Bivar e isto devidamente consentida pelo ACM Neto, até então, presidente do extinto PFL, este sim, um líder político com bastante musculatura eleitoral e prestígio político. 

Ainda sobre o presidenciável Liciano Bivar. Não creio que sua candidatura será levada a sério e até imagino vê-lo vindo a público para anunciar a sua desistência, caso contrário, ou seja, em mantendo-a, quando a justiça eleitoral divulgar os resultados do 1º turno das próximas, no máximo o candidato Luciano Bivar atingirá 1% dos votos nacionais. E se muito.

Sei perfeitamente que o Brasil precisa passar por diversas reformas na nossa legislação constitucional e infra-constitucional, mas a primeira a ser feita será a da nossa legislação político-partidária, do contrário, não faltará que se espelhe em Luciano Bivar e passe a proceder como ele. A propósito, quase uma centena de novos partidos está na fila para entrar a gandaia. 

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