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Decepções à vista

Já comecei a assistir aos festivais de promessas dos candidatos à prefeito, sobretudo, os da nossa capital.

 O quadriênio 2021/2025, para os prefeitos que vierem se eleger e também para àqueles que se reelegerão nas próximas eleições serão, indiscutivelmente, bastante desafiadores, posto que, além das nossas prefeituras se encontrarem praticamente falidas, não há a mínima condição de serem socorridas com recursos oriundos da união, menos ainda, dos seus correspondes governadores, pois todos se encontram igualmente falidos. Portanto, todos aqueles que vierem se eleger à base de promessas, muitas delas irresgatáveis, ainda que não fosse a gravíssima crise que se avizinha, no curtíssimo prazo, serão objeto de severíssimas contestações.
Se com promessas um candidato pode até se eleger, não será com desculpas que irão convencer àqueles desprovidos das mínimas condições de sobrevivência. Não é demais lembrar que mais da metade da nossa população economicamente ativa encontra-se desempregada, subempregada, e não raramente, desalentada, e de outro lado, convivendo com a precariedade dos serviços públicos que são de responsabilidade dos seus correspondentes prefeitos.
Independente da pandemia do coronavirus os nossos municípios já não vinham correspondendo com as suas responsabilidades, inclusive àquelas previstas em leis, até porque, na repartição do nosso bolo tributário, a sua divisão sempre foi bastante desproporcional. Apenas 10% chegam aos cofres municipais.
De outro lado e para que tenhamos a devida noção do que virá, basta que observemos as dificuldades para a elaboração do nosso próprio orçamento federal, embora sua composição seja baseada em previsões, tanto de receitas quanto de despesas. Não por acaso, por maior que seja o interesse do presidente Jair Bolsonaro para encontrar as fontes de recursos para financiar o programa Renda Cidadã, até então, não encontraram.  
Já no primeiro ano de suas gestões, ou seja, no exercício 2021, como se diz na gíria, quando os prefeitos caírem na real, por certo irão se surpreender, até porque, os estragos deixados pelo coronavirus em muito irá dificultar as suas ações, e de outro lado, dada a gravidade da situação fiscal do nosso país, de Brasília, o tradicional pronto-socorro para as nossas prefeituras, nada ou muito pouco poderão esperar.
Em razão do acima exposto, dos candidatos à prefeito só esperamos que sejam prudentes em suas promessas, pois àqueles que se excederem serão os mais cobrados, e quem sabe até, achincalhados. Não é demais lembrá-los: o nosso país vê-se seriamente ameaçado pelo desemprego, a pior de todas as pragas sociais, e até mesmo, a voltar ao mapa da fome, de onde havíamos saído,     e a ele jamais poderemos voltar.  

 

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