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Oportunamente

Reporto-me ao fim das coligações nas eleições proporcionais e a aprovação da cláusula de barreira. 

O que determinou a fragmentação parlamentar em nossas Casas legislativas teve como causa determinante a frouxidão da nossa própria legislação político-partidária/eleitoral, entre elas, a se destacar, a permissão das coligações partidárias nas eleições proporcionais e o não estabelecimento de uma cláusula desempenho, cá entre nós, denominado de cláusula de barreira, e em nível nacional. As coligações nas eleições proporcionais para deputado federal, deputado estadual e vereador possibilitaram que os nossos parlamentos abrigassem integrantes dos chamados partidos nanicos, cujo único objetivo era aliarem-se para conseguir eleger alguns dos seus integrantes. Ainda bem que esta trapaça já foi extinta e terá nas eleições municipais deste ano a sua estréia. 

Ainda em favor da melhoria da nossa representação parlamentar e, conseqüente da nossa democracia, foi estabelecida a chamada cláusula de barreira também chamada de desempenho, embora bastante tímida, porém crescente, porquanto após as eleições de 2030, os partidos que não obtiverem 3% dos votos nacionais, no mínimo, não mais mandarão representantes às nossas Casas legislativas. Nos países da OCDE, este percentual é de no mínimo 3%. Na Alemanha, o percentual exigido é de 5%. Os 5.560 municípios do nosso país, os nossos 22 inclusive, encontram-se às vésperas das eleições municipais e como subproduto da velha ordem, a prefeitura da nossa capital será disputada por nada menos que 10 candidatos, e pretendendo ocupar as cadeiras da nossa Câmara de Vereadores, existe nada menos que 300 candidatos. E daí? Cumprem-nos como eleitores, abdicar do direito e cumprir o dever de votar, até porque, de uma coisa tenhamos a mais absoluta das certezas: os maus políticos, não raramente, são favorecidos pelos bons eleitores que não votam. 

Justiça se faça ao plantel dos candidatos que pretendem comandar a nossa capital pelos próximos quatro anos: entre eles vamos encontrar nomes que estão à altura de nos gerir, e em assim sendo, que escolhemos o melhor. É votando-se conscientemente que vamos nos livrar dos maus políticos, mas nunca se prevalecendo do direito de não votar. 

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