Colunistas

Glorioso, certamente

As nossas forças armadas, em particular, o nosso exército, pelo seu comportamento, só nos nos enche de orgulho.

   A avaliação que faço das nossas forças armadas não será compartilhada por todos os brasileiros os brasileiros, mas pela sua grande maioria, certamente sim. Até chego a discordar que em 1964 o nosso poder político fora tomado de assalto por um golpe de natura eminentemente militar. Por um movimento civil/militar, assim continuo entendendo. .    

   Bem a propósito, o então marechal Humberto Castelo Branco só  aceitou assumir o elevadíssimo posto de presidente da República, quando lhes fora assegurado que o nosso calendário eleitoral não sofreria interrupção, e mais: que as eleições presidenciais no ano de 1965 se realizariam. Daí as minhas discordâncias com quem o põe na condição de ter sido o primeiro ditador do movimento de 1964. Até admitiria que lhes dispensasse o inusitado rótulo de ter sido o mais democrático ditador da nossa longa e tumultuada atividade política.

   Outro detalhe fundamentalmente importante: após o restabelecimento da nossa democracia, às nossas forças armadas se comportaram exemplarmente. Até chegaram a suportar as mais grotescas e descabidas agressões. Isto não significa dizer que todos os seus integrantes, sem exceção de nenhum deles, sejam dotados do mesmo espírito democrático do então presidente Castelo Branco. Se o regime militar permaneceu por longevos 20 anos, há que recorremos teremos que recorrer à história para tomarmos ciência das razões que levaram a sua indesejável longevidade.

   De novo, as nossas forças armadas passaram a freqüentar o nosso noticiário político, não apenas pela presença de dois militares da reserva, o capitão Jair Bolsonaro e o general Hamilton Mourão estarem exercendo, respectivamente, as funções de presidente e de vice-presidente da nossa República. Nada contra as suas ascensões ao poder, já que foram legal e legitimamente eleitos. Entretanto, o comportamento nada recomendável do general Eduardo Pazuello, ao ter assumido uma função para a qual não se encontrava minimamente preparado, a de ministro da saúde, e o seu comportamento após ter sido demitido, caso continue como general da ativa, comprometerá a boa imagem que o nosso exército.  

   Não creio que às nossas forças armadas, em particular, o nosso exército, pelas ações isoladas de alguns dos seus integrantes venha ameaçar os valores que lhes são mais caros: a disciplina, a ordem e a hierarquia. Em isto acontecendo, quando um dos seus capitães ordenarem aos seus cabos e soldados, por exemplo, correm o risco de não serem obedecidos.

   Não foi por acaso que o general Eduardo Pazuello chegou a tão honroso posto, e sim, pelos seus próprios méritos. Entretanto, o mau exemplo que deu não pode e nem deve se estender a instituição “exército brasileiro”

Artigos Publicados

Tudo pela reeleição

Eleições 2022

Urnas eletrônicas

O pesadelo do Pazuello

Um golpe atrás de outro