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Por quê?

                     Será pelo excesso de selo ou pela excessiva burocracia da  Anvisa que nenhuma das vacinas ainda não foi autorizada? 

A quem atribuir o fato da vacinação contra a Covid-19 ainda não ter tido início em nosso país, enquanto mais de 50 países já estão vacinando às suas populações? Pior ainda, continuamos assistimos o crescimento de contaminados e de óbitos vitimados pelo seu pestilento vírus. 

Verdade seja dita: desde o surgimento da Covid-19 que as nossas autoridades, em especial, as de natureza política, não têm dispensado os devidos, necessários e urgentes cuidados a uma doença que já se sabia bastante contagiosa e letal. A provar que sim, mais de 205.000 brasileiros já perderam as suas vidas, e mesmo assim, de adiamentos em adiamentos, o dia “D” e à hora “H”, conforme anunciou o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello tem demorando a chegar. Esta é a pergunta que não pode calar. 

Decerto uma coisa: 99% dos mais conceituados centros científicos do mundo, inclusive os nossos, chamavam a atenção sobre a premente necessidade de enfrentarmos a Covid-19 como sendo, isoladamente, a nossa prioridade, exceto para os negacionistas, cujas cegueiras  subestimavam as suas gravíssimas conseqüências. Do médico, deputado federal, ex-secretário de saúde e bolsonarista Osmar Terra, de viva voz, ouvi a seguinte expressão: não mais que 2.000 brasileiros irão a óbito por causa da Covid-19. Aos ouvidos do presidente Jair Bolsonaro tais expressões soavam como música. 

Presentemente, já somos o vice-campeão mundial em número de mortes por Covid-19, e isto porque, o presidente dos EUA, Donald Trump, tão ou mais negacionista que o nosso presidente Jair Bolsonaro já se tornou o campeão mundial, entretanto quando for afastado do poder, o que brevemente acontecerá, levará consigo a irresponsabilidade de ter transformado os EUA em tão deprimente e vergonhosa condição. 

Em nosso país, para além do inequívoco negacionismo do presidente Jair Bolsonaro, o enfrentamento a Covid-19 foi politizado, isto porque, ao colocar-se na dianteira contra o referido vírus, o governador de São Paulo, João Dória, potencialmente candidato à presidente da República, transformou-se não apenas num adversário, e sim, num inimigo do próprio presidente Jair Bolsonaro. E daí? O resultado não poderia ser outro que não este o que tristemente estamos assistindo. 

De pronto e propositadamente, a coronavac foi apelidada de vacina chinesa, motivo o bastante para associá-lo ao regime vigente na China, o comunismo, certamente o regime pelo qual não temos o menor apreço.  

Venha de onde vier, basta que seja comprovada a sua eficiência e segurança, precisamos das vacinas que venham combatê-la, do contrário, resta-nos lamentar as mortes que ainda advirão da maldita Covid-19. 

 

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