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Haja imprevisibilidades!

Do presidente Donald Trump, sobretudo, na busca da sua reeleição, tudo é possível.

         De Pablo Neruda: “você é livre para fazer as suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências”. Portanto, a ninguém será dado o direito de chamar de destino as conseqüências das suas próprias escolhas, particularmente, se más.  Lamentavelmente, até mesmo nas supostamente avançadas democracias, o regime que permite escolher os seus governantes, as más escolhas vêm se sucedendo e pondo em risco, se não em escala mundial, mas regionalmente, os mais diversos e ameaçadores conflitos, alguns deles, altamente preocupantes. A exemplificar, o recente ataque dos EUA ao Irã, do qual resultou a morte, entre outras, do general Qasem Soleimani comandante em chefe da Guarda Revolucionária Iraniana.

         Que o Irã, como se diz na gíria, não é uma flor que se cheire, não resta à menor dúvida. Entretanto, só o tempo irá dizer, pois nem os mais especializados estrategistas do mundo saberão prever o que resultará do referido atentado, afinal de contas, estamos a tratar de um país regido por uma teocracia e comandado por um líder supremo afeito ao terrorismo e cujos poderes são supervisionados por um corpo de clérigos igualmente terroristas. À propósito, nos funerais do general Soleimani, o próprio aiatolá, Ali Khamenei, prometeu que haverá vinganças, e não por acaso, outro não foi apelo feito pela filha do general assassinado. Como epicentro de quase todos os conflitos acorrido no Oriente Médio, o Irã não pretende se transformar numa potência mundial, mas sim, no plano regional, em se de tornar respeitado e temido pelos seus incômodos vizinhos, entre eles, Israel e Arábia Saudita, dois aliados dos EUA.

         Como conseqüência do atentado do general Soleimani, o que mais se temia, a possibilidade do Irã construir o seu arsenal atômico, veio ser  exatamente a primeira ameaça feita pelas autoridades iranianas. Como no relacionamento entre os EUA e o Irã, as ameaças tem sido uma constante, a ponto do presidente Donald Trump já ter identificado 52 alvos a serem  destroçados no território iraniano, tudo o mais fica por conta do imponderável. Neste particular vale a pena lembrar que o então presidente George Bush, em busca de sua reeleição, invadiu o Iraque, e ao que parece, é o que pretende o hoje presidente Donald Trump, em busca da sua reeleição.

         Em relação ao Irã, enquanto o 2º maior produtor de petróleo no Oriente Médio, e do qual, o próprio EUA em muito dependia, hoje não mais. Muito pelo contrário, de importador tornou-se exportador. Mas de uma coisa tenhamos a absoluta certeza, individualmente ou em grupos, no Irã pode faltar tudo, menos a disposição de seus fanáticos para práticas terroristas.

         Como dizia o Conselheiro Acácio: as conseqüências vêm sempre depois.

 

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