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Estamos fatigados

A nossa sociedade já não está mais agüentando a demora para obtermos a imunização do rebanho.

   A esperada contaminação do nosso rebanho via vacina, conforme recomendação da ciência, da sua fina flor, a nossa e a internacional, não foi cuidada a tempo e já não sabemos se nos encontramos no final da 2ª onda, no início da 3ª, ou se uma 4ª onda, em razão das mutações do coronavirus, ainda estará por vir. Por que chegamos a tais níveis, ao tempo em que em vários países do mundo, em particular, nos EUA, outrora campeão mundial de mortes por Covid-19, o seu vírus já se encontra praticamente controlado? Resposta: porque o combate ao novo coronavirus ao invés de obedecer às recomendações da ciência médica, em grande parte, foi orientada pela politicalha que continua imperando no nosso país.

   A contaminação do rebanho via proliferação da Covid-19, se posto em prática, já teríamos ultrapassado a marca de mais de um milhão de brasileiros mortos e que aconteceu na cidade de Manaus, não seria um caso isolado. Ainda assim, entre os 500.000 médicos existentes no nosso país, menos de 1% deles criaram um movimento denominado “médicos pela vida” e aderiram ao tratamento precoce via cloroquina e outros fármacos, a despeito dos mais de 99% dos médicos brasileiros, em especial, dos infectologistas, os mais especializados, recomendarem o contrário.

 Entre os médicos que defendiam a contaminação do rebanho, o médico e deputado federal Osmar Terra sempre foi o mais destacado, diríamos assim, o seu garoto propaganda, pois foi dele as informações que se seguem e amplamente tronadas públicas: “a Covid-19 não levará a morte mais de 2.000 brasileiros e a partir do mês do junho/2020, a tendência do número de contaminados e de mortes seria de queda.  

   O dito cujo, Osmar Terra, até prova em contrário, era um dos mais próximos conselheiros do presidente Jair Bolsonaro em assuntos relativos à Covid-19. Daí a sua presença ser absolutamente necessária na CPI da Covid-19, no mínimo, para que ele possa explicar quais as razões que o levara a fazer tão erráticos e mortíferos prognósticos, pois ao longo dos últimos 15 meses, e não de três meses como previra e 480.000 brasileiros já foram a óbito, e não 2.000, como havia publicamente informado. Em comparecendo, muito provavelmente, a sua própria autonomia médica será posta à prova, e quem sabe até, que fora e continha sendo utilizada de forma irresponsável. A provar que sim, nenhum dos principais centros científicos do mundo, inclusive os nossos conceituados Instituto Butantan e o Fiocruz, jamais recomendaram o tratamento precoce via fármacos e sempre apostaram na vacinação em massa, mas até lá, recomendam que sua propagação fosse evitada através de três comportamentos: uso de máscaras, distanciamento social e a higienização das nossas mãos.  

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