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Denuncismo

Não será a base dos assassinatos de reputações que as nossas crises: política/economia/social, serão superadas

           A continuar como vem vindo, e as tendências continuam desanimadores, como resultado das eleições do próximo mês de outubro, só conseguirão sobreviver àqueles que conseguirem escapar dos recorrentes e sistemáticos assassinatos de reputações.

          Do ponto de vista político já não mais nos encontramos no fundo do poço, sim e certamente, no seu volume morto, e caso não haja uma radical reversão comportamental dos nossos potenciais candidatos, a escolha dos nossos futuros representantes só irá nos conduzir para o aprofundamento das nossas crises.

           Embora já viesse num crescendo, jamais havíamos vivido num ambiente político tão traumático quanto o que ora vivenciamos. Portanto, tudo nos leva a crer que estamos às vésperas de participarmos de uma guerra suja, na qual, nós, eleitores, teremos que escolher entre os males, quais os menores, e em relação ao nosso próximo presidente, pior ainda, posto que, a polarização Lula/Bolsonaro só a tem alimentado.  

           Tomando por base as pesquisas de opinião pública, o quarteto do qual emergirá o nosso futuro presidente, mutuamente vivem se acusando e com as mais desmoralizantes e rasteiras qualificações.

          O atual presidente Jair Bolsonaro, de genocida, o ex-presidente Lula, de ladrão de nove dedos, Sérgio Moro de ter sido um juiz incompetente e parcial e Ciro Gomes de ser um inconseqüente e destrambelhado. Quanto aos demais pré-candidatos, dado seus baixos percentuais de aceitação nos reportaremos oportunamente.       

.          Nas democracias que se prezam suas eleições prenunciam o renascer de novas esperanças, e ao mesmo tempo, nos dão a oportunidade de excluirmos do nosso alto comando político todos aqueles que não souberam corresponder com as perspectivas que tanto esperávamos.

           A solução de qualquer crise, independente de sua natureza, necessita da participação e da concordância dos nossos representantes políticos, e não, de suas teimosas disputas, diferenças e interesses partidários, e isto, num ano eleitoral, exige o máximo de espírito público, diga-se de passagem, algo bastante escasso no nosso país.

                   A despeito da inequívoca polarização Lula/Bolsonaro, mas dado as suas elevadas rejeições, ao invés de nos ser ofertada uma terceira opção de voto, a chamada terceira via, ao invés de buscar um único candidato com potencial de chegar ao 2º turno, encontra-se dividida, com quase uma dezena de proponentes, o que, em última análise, só antecipa o 2º turno entre a dupla que tanto condenam.

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