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Excentricidade

        Não duvidem da capacidade do presidente Jair  Bolsonaro de sugerir o mais absurdo dos absurdos. 
        O presidente Jair Bolsonaro, transformou-se no inimigo número 1 das urnas eletrônicas e no rol dos seus absurdos, acaba de sugerir qual devesse ser a forma através da qual o voto ficaria isento de fraudes. Segundo ele, bastaria que o voto fosse filmado. Em matéria de absurdo falta apenas determinar que o próprio eleitor faça-se acompanhado dos próprios candidatos ou de um dos cabos-eleitorais por eles indicados. 
       Se hoje o presidente Jair Bolsonaro faz campanha em prol do voto impresso, nem sempre foi assim. Nas eleições de 1.993, ele e um grupo de militares da reserva que se candidataram, responsabilizaram o voto impresso pelas fraudes e sugeriram que o voto fosse eletrônico.
      Que possa ser aperfeiçoado, melhor, mas ainda assim, no estágio atual, o voto eletrônico é o mais eficiente, mais seguro e menos passível de fraudes. Implantado no Brasil nas eleições de 1996, nos seus 26 anos de vigência, não se tem a comprovação de uma única, entre as centenas de milhares de urnas, que tem sido fraudada. 
       Se uma residual parcela dos nossos candidatos e eleitores desconfia  das urnas eletrônicas não nos surpreende, afinal de contas, quantos milhares de brasileiros foram à óbito por não confiarem na vacina contra a Covid-19? Se os negacionistas puseram em risco as suas próprias vidas, não nos surpreenderão quando desacreditam das urnas eletrônicas, sobretudo, quando são eleitoralmente derrotados. 
      Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, também não nos surpreende ter sido contra ao voto impresso ao tempo em que o mesmo era adotado e menos ainda ter se tornado contra ao voto eletrônico, a despeito de todas as suas vantagens e nenhuma desvantagem. 
     Se ele tem se revelado contra ao nosso STF-Supremo Tribunal Federal e ao nosso TSE-Tribunal Superior Eleitoral, nada mais resta a dizer. Não diria que ele é o primeiro e único a assim proceder, mas certamente ele integra o diminuto grupo de pessoas que é contra pelo simples fato de ser contra, ou seja, que nem as obviedades os convencem. 
    É falsa a alegação que apenas três países adotam as urnas eletrônicas, entre os quais, o Brasil. Consoante o IDEA- Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social, 23 países usam as urnas eletrônicas em suas eleições gerais e outros 18 países em suas eleições regionais. Entre estes países citaremos o Canadá, a França e alguns Estados dos EUA. 
   Não é verdade que apenas o Brasil, o Butão e Bangladesh utilizam as urnas eletrônicas, conforme propagam os jornalistas bolsonaristas que apresentam o programa “pingo nos is”, veiculado pela Rádio Jovem Pan. 

 

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