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Ex-maravilhosa

Qual a nova denominação que deva ser dada a cidade do Rio de Janeiro?

Antes, cantada em verso e prosa, como a cidade maravilhosa e cheia de encantos mil, a cidade do Rio de Janeiro vê-se hoje transformada num dos epicentros da nossa corrupção e cheia de escândalos mil. Quanta tristeza!

Não é demais lembrar que como herança, após ter perdido a condição de capital do nosso país, a cidade do Rio de Janeiro continuou abrigando as sedes de alguns das nossas importantíssimas instituições, a se destacar, a Petrobrás e o BNDES-Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, duas das vertentes por onde as cifras que gerenciam são avaliadas na casa dos bilhões de reais.

Seus quatro últimos ex-governadores: Antony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão foram parar na cadeia, e o atual, Wilson Witzel, teve seu mandato interrompido por decisão da justiça e muito provavelmente jamais o recuperará, posto que, pesa sobre ele as mesmas acusações que levaram seus antecessores ao xilindró, no caso, a corrupção.   

De mais a mais, todos os últimos ex-presidentes da Alerj-Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e cinco dos sete conselheiros do TCE/RJ-Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, já sofreram punições por terem acobertado, mais por ação que por omissão, os crimes praticados pelos ex-governantes acima referidos. Ressalte-se também, a presença do então ex-poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. E o que se dizer da ainda deputada federal, Flordelis?

 Isto precisa ter fim, até porque, a cidade do Rio de Janeiro precisa resgatar a honrosa condição de “cidade maravilhosa e cheia de encantos mil”. Acontece que, isto só será possível se o nosso sistema político-partidário-eleitoral passar por profundas e radicais mudanças, até porque, em nosso país, a corrupção é efeito e não causa, e em assim sendo, enquanto as causas se mantiverem os seus efeitos jamais cessarão.

As nossas unidades federadas: união, estados e municípios  não podem conviver com suas respectivas Casas parlamentares constituídas por integrantes de dezenas de partidos políticos, a não ser, a base de conchavos, esta sim, a causa determinante da nossa sistêmica corrupção.

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