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Múltiplas opções

       Nunca uma disputa eleitoral no nosso Acre teve um cardápio tão vasto de candidatos. 
       Da disputa pelo governo e do vice do nosso Acre, de antemão, já podemos assegurar que a mesma só se dará em 2º turno, pois assim recomenda a matemática eleitoral, posto que, cinco chapas com musculaturas eleitorais entrarão na disputa: Gladson Cameli e sua vice Mailza Gomes, Sérgio Petecão e seu vice Tota Filho, Jorge Viana e seu vice Marcus Alexandre, Mara Rocha e seu vice Fernando Zamora e Márcio Bittar e sua vice Cristina Michelette.
      Igual fragmentação se dará na escolha daquele que ocupará a vaga de senador, mas neste caso o eleito será aquele que obtiver a maior quantidade de votos já no 1º turno. Para estes, não haverá uma 2ª opção. 
      Difícil, senão impossível, se precisar quais as duas chapas que irão conseguir atravessar o Rubicão do 1º turno. Daí a imperiosa necessidade dos nossos eleitores não se deixarem levar pelas promessas vãs, sobretudo as plenamente irrealizáveis e não se abstenham de votar, logicamente escolhendo os candidatos que suas consciências recomendarem. Urge transformarmos os cabos-eleitorais que trabalham a soldo numa espécie em extinção.
     No plano federal, a despeito das múltiplas candidaturas, tudo nos leva crer que a polarização entre o ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro já não há mais  tempo e nem condições para ser quebrada. Desta feita, um dos dois será eleito, embora até o presente momento, a eleição do ex-presidente Lula seja a hipótese mais provável. Não por acaso, todas as pesquisas e dos melhores e mais qualificados institutos assim sugerem. 
    Em relação aos oito deputados federais e aos 24 deputados estaduais que também iremos elegê-los no dia dois de outubro próximo, também se faz necessário que saibamos escolhê-los, do contrário, só nos restará, no decorrer dos próximos quatro anos nos tornarmos em seus críticos. 
   Nossas Casas parlamentares, e em todos os níveis, abrigam o mais importante dos nossos três poderes, pois são elas que põem freios nos governantes autoritários e ao mesmo tempo aceleram a aprovação dos projetos que são do interesse público. 
   O pós Covid-19 e a guerra Rússia/Ucrânia nos legaram duas malditas heranças e para enfrentá-las, e em particular o nosso país, em muito vai depender da representação política que iremos eleger na próxima eleição. Não podermos esquecer que o voto é chibata que o povo dispõe para bater no lombo dos maus políticos.  

 

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