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O que os aguardam?

 A quadra 2022/2026, para os nossos governantes, e em todos os níveis, será demasiadamente desafiadora

 

   Assim será, em todos os países do mundo e, particularmente, no nosso país, isto porque, a idéia de que o Estado pode tudo, não mais prevalecerá. Que continuará podendo muito, sim, mas que poderá tudo, por certo, não.

   Aliás, este debate vem se arrastando já há bastante, mas nunca a verdadeira verdade foi estabelecida. Para os liberais e, sobretudo, para sua variante, os neoliberais, o Estado quanto menor, melhor será. De outro lado, para os socialistas, também chamados de progressistas, quando maior e mais poderoso for o Estado, melhor será.

  Em alguns aspectos estas duas correntes poderão está corretas, mas não no geral, posto que, restará provado, e em breve, que o tamanho do Estado deverá ser o necessário, e dependente das circunstâncias, sempre utilizado com bastante responsabilidade.

   A provar que sim, a nossa atual constituição, com apenas 33 aninhos de vida, já foi reformada mais de uma centena de vezes e os nossos últimos presidentes, ao se empossarem, em primeiríssima mão, priorizaram novas reformas constitucionais.

   Para tanto, basta que avaliemos a disposição reformista do atual Ministro da Economia, Paulo Guedes. Igualmente foi a disposição dos seus últimos antecessores. Motivo: o Estado brasileiro perdeu as condições para atender a uma gama de direitos que constitucionalmente foram assegurados aos nossos cidadãos.

  Entretanto, quando se fala na imperiosa necessidade de reformar a nossa constituição, invariavelmente, estabelece-se um cabo de guerra entre os governistas e oposicionistas. A exemplificar: quando FHC esteve na presidência da República e pretendeu fazer algumas reformas, algumas delas absolutamente necessárias a nossa economia, os seus adversários, os petistas à frente, de pronto, se opuseram. De igual forma, quando Lula esteve na presidência da República, os tucanos foram contra à algumas delas que anteriormente defendiam. Vide o fator previdenciário.

   O pós Covid-19, até pelos estragos econômicos e sociais que serão produzidos, exigirá da ordem política mundial, e em particular, dos nossos políticos, que sejamos mais responsáveis, do contrário, cairemos na desordem, ou mais precisamente, na desobediência civil, e em isto acontecendo, passaremos a viver no pior dos mundos.  

   Portanto, a quadra 2022/2026, para os nossos governantes, será bastante desafiadora. Daí termos que escolher, cuidadosamente, não apenas o futuro presidente da nossa República e os governadores das nossas 27 unidades federadas, assim como os parlamentares que irão compor as nossas respectivas Casas legislativas. Do contrário, o pior virá.  

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