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Desigualdade social

No Brasil, poucos tem muito e muitos tem pouco e  os poucos que tem muito, ainda querem mais.

.        A renda da maioria da nossa população não chega a atingir o valor do nosso salário mínimo, embora tenhamos, comparativamente, o menor salário mínimo entre os demais países do mundo. E o que é ainda pior: pouco ou nada tem sido feito no sentido de diminuir as nossas desigualdades sociais. Apenas promessas no curso das eleições.

         Estamos a tratar de uma bomba que, caso não seja desarmada, sua explosão trará conseqüências ainda piores que as tantas crises que já conseguimos superar. Mas para tanto, as nossas elites políticas, econômicas e intelectuais, precisam se convencer que a continuidade dessa perversa situação poderá nos levar a pior das crises, reporta-me ao caos social.

         Por enquanto, a prioridade será o combate a Covid-19, até porque, não podemos continuar contando mais de 1.000 mortes, diariamente, só no nosso país. Isto não tem precedência na nossa história. A exemplificar: na única guerra que tivemos que enfrentar, contra o Paraguio, o número de mortos não chegou aos 60.000 enquanto a Covid-19 já quadruplicou o números de brasileiros mortos, ou seja, mais de 220.000 já foram a óbito.

         Voltando a nossa desigualdade social: quando superada a Covid-19, e certamente será quando atingirmos, via vacinação, nossa imunização, não haverá outra prioridade que não seja a de superar os nossos brutais desequilíbrios sociais, presentemente agravados, pelos estragos que a Covid-19 deixarão.

         Segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na sua mais recente pesquisa, 14 milhões de brasileiros encontram-se  desempregados e estão buscando postos de trabalhos e outros 4.000.000 denominados pelo próprio IBGE, de desalentados, há mais de dois anos já desistiram de sair de suas casas em busca de postos de trabalhos e estão sobrevivendo à base de biscates e mendicâncias.

         Se as nossas elites não se conscientizarem dos riscos que estamos correndo e não se revelarem capazes de promover o nosso desenvolvimento econômico, deixando as questões de natureza político-eleitoreiras de lado, as nossas demais crises só irão se aprofundar, e a nos esperar, resta o caos social.

         Detalhe a se considerar: se as disputas eleitorais de 2022 não forem esquecidas no decorrer de todo este ano e os nossos potenciais presidenciáveis continuarem se confrontando, serão a eles que, em primeiríssima mão, a quem devemos responsabilizá-los pela tragédia que se avizinha. Que fiquem mais uma vez avisados.

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