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A próxima

Tão grave quanto a pandemia da Covid-19 será   àquela que virá e tendo o desemprego como causa.

         Sem crescimento econômico não haverá geração de empregos. Portanto, outra não deverá ser a nossa prioridade quando vencermos, ou mais precisamente, quando a Covid-19 for erradicada. E por certo será, graças às ações dos mais avançados centros científicos do mundo, entre ales, os nossos brasileiríssimos Instituto Butatan e a Fiocruz.

         De antemão, e como bem disse o Ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, o nosso crescimento econômico só ocorrerá quando a pandemia da Covid-19 for erradicada, ou no mínimo, sob controle.  

         Como a nossa crise econômica precede a pandemia da Covid-19, e da lá para cá, só tem se agravado, para superá-la exigirá dos nossos governantes, e em todos os níveis, o máximo de entrosamento e cooperação, até porque, nunca existiu e nem existirá uma vacina contra o desemprego. Só e somente só, o nosso crescimento econômico o deterá. Caso contrário, os milhões de desempregados tomarão conta das nossas ruas, o que ainda não fizeram em razão dos auxílios emergenciais e dos isolamentos sociais impostas pela Covid-19.

          Faço minhas as palavras do saudoso Betinho: “quem tem fome tem presa”. Portanto, preocupa-me saber, que 14.000.000 de desempregados e cerca de 4.000.000 de desalentados não estão encontrando os postos de trabalho que tanto procuram. Pior ainda, os auxílios emergenciais chegaram ao fim.

         O Brasil que havia sido varrido do mapa da fome encontra-se ameaçado de retorná-lo, e se isto acontecer, passaremos a viver no pior dos mundos, até porque, se existem alguém que não tem o dever de obedecer às nossas autoridades são justamente os famintos.

         Daí esperarmos que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e em particular, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, sejam capazes de evitar que o pior aconteça. Mas para que isto não acontece, as disputas visando às eleições de 2022 terão que ser postas, no mínimo, em banho-maria.

         A esperada reeleição do presidente Jair Bolsonaro não ocorrerá, e quem sabe até, a conclusão do seu atual mandato, não depende de conchavos políticos e menos ainda das eleições dos próximos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Depende sim, e fundamentalmente, do nosso crescimento econômico e da geração de empregos para os milhões de desempregados ora existentes no nosso país. Qualquer outra aposta que seja feita não prosperará, até porque, 

e volto a repetir, quem tem fome tem pressa.

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