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A pior das crises

Quase todas as nossas crises quando não precede da nossa atividade política é por ela potencializada. 

         Nem a pandemia da Covid-19 bastou para conter a crise política que já se arrastava no nosso país e que, em muito, só tem nos prejudicado. Muito pelo contrário. A provar que sim, basta verificarmos como estão se comportando os nossos principais figurões, a se destacar, os presidenciáveis que concorrerão às eleições de 2022.

.        A despeito das mais de 220.000 mortes, apenas no nosso país, as atenções de nossas principais autoridades políticas estão voltadas preferencialmente para as próximas eleições, e sobre a Covid-19, não têm dado a devida urgência e importância, e não raramente, a própria Covid-19 tem se prestado como motivo para acirrar os seus ânimos.

         Neste particular destacamos o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria. Adversário de ambos, mas feito um incendiário, Ciro Gomes não perde uma única oportunidade de jogar gasolina na fogueira que arde sobre ambos. As adjetivações que uns dispensam aos outros são de tal ordem que nos leva a crer que estamos a tratar de pessoas absolutamente desqualificadas. Citaremos alguns deles: irresponsável, incompetente, corrupto, bandido, genocida, entre outras. Porque lhes convém, até esqueceram-se dos governos petistas, e em particular, do ex-presidente Lula.

         Dos seus inoportunos arranca-rabos, resta-nos uma insofismável certeza: todos agiram muito mal na primeira onda da Covid-19 e pior estão agindo nesta segundo onda, pois voltamos a contar, por seguidos dias, com mais de 1.000 mortes diárias. A tragédia de Manaus, por falta de oxigênio para acudir os pacientes internados em suas UTIs, convenhamos, não tem justificativa. Daí podermos responsabilizar o Estado brasileiro e nos níveis federal, estadual e municipal, ao tempo em que assistimos a terceirização das responsabilidades, ou mais precisamente, das suas irresponsabilidades.    

         De antemão, entre todos os incompetentes e irresponsáveis que estiveram à frente da guerra conta a Covid-19, deveríamos sugerir o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, como o mais destacado entre todos, mas não, pois quando ele disse que, “aqui um manda e o outro  obedece”, quando determinava a adoção cloroquina como tratamento precoce, ele não apenas se reportava como transferiu ao presidente Jair Bolsonaro a responsabilidade ao recomendar o referido remédio, ainda que, cientificamente, desprovido de qualquer eficiência.

         Concluo dizendo: os nossos políticos têm feito muito mal a nossa democracia, e mais ainda, são os principais responsáveis pelas mais de 220.000 mortes de brasileiros por Covid-19 e pelas demais que virão.

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