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Juramento de Hipócrates

Ao invés do juramento de Hipócrates alguns médicos, se comportam irresponsáveis e hipocritamente

           O negacionismo acontece em todas as sociedades, inclusive nas mais evoluídas, portanto não se trata de uma característica tipicamente nossa. Entretanto, quando exercido pelos profissionais de saúde, em particular, pelos detentores de um diploma de médico, a hipocrisia tende a se alastrar e torna-se ainda mais nociva que àquela exercida pelos leigos, ignorantes e até mesmo por aqueles que se deixaram idiotizar.

           Ao médico cabe cumprir o que a ciência lhes recomendara, ou mais precisamente, aos ensinamentos acumulados e que ao longo do tempo lhes possibilitou alcançar o honroso diploma de médico. Ainda assim, uma minoria deles atreve-se a descumprir o referido juramento, e não raramente, por determinadas conveniências, entre elas, as de natureza política, num claríssimo desafio a própria ciência médica.

           Nos EUA, sabidamente o país mais evoluído do mundo e também, na Alemanha, a maior potência do continente europeu, em relação ao combate a Covid-19, alguns médicos decidiram ignorar a ciência médica e aderiram a um pioneirismo não recomendado por nenhum dos mais categorizadas institutos de saúde do mundo e passaram a recomendar os chamados tratamentos precoces, prescrevendo remédios sem a menor eficácia e nenhuma segurança.

          Pior ainda: os negacionistas  menosprezam as vacinas, as únicas e isoladas condicionantes capazes de conter e até mesmo de erradicar as danosas conseqüências que adviriam do novo coronavirus.

          Como o vírus do negacionismo, lamentavelmente, tornou-se contagiante, parcelas consideráveis de pessoas, cá dentro e mundo afora, se deixaram contaminar pelas falácias dos negacionistas, a despeito da pronta oposição da própria OMS-Organização Mundial de Saúde e o resultado não poderia ser outro, a não ser, a ocorrência de uma das maiores tragédias que a humanidade teve e continua enfrentando.

          Quando do surgimento do novo coronavirus, até que se admitia a utilização de alguns fármacos, mas jamais com o propósito de conter as suas causas, e sim, alguns dos seus diversos efeitos colaterais.

           A partir de então a ciência médica, e somente ela, caberia descobrir a vacina contra a Covid-19. Dado o avançado estágio em que ela já se encontrava, pela primeira vez na história, contra uma pandemia, uma vacina foi descoberta em tão pouco tempo. Embora nenhuma delas tenha alcançado 100% de eficácia, o percentual atingido já foi capaz de salvar milhões de vidas humanas, e no nosso país, já saímos das 2.500 mortes diárias, para as atuais 120 mortes. É esta a comparação que os negacionistas se negam a reconhecer. Ainda que tardiamente, vacine-se.

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