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Inaceitável

 Precisamos salvá-las, porquanto as democracias estão  ameaçadas. Vide o que Donald Trump pretendeu fazer.              

A democracia não é um regime perfeito, mas é aquele que já se revelou o menos imperfeito e, portanto resta-nos aperfeiçoá-lo, posto que, entre tantos regimes já postos em prática, nenhum outro se revelou mais adequado à harmonia e a convivência em qualquer sociedade. A propósito, a alternativa a democracia atende pelo nome de ditadura, ou algo pior.  

Pelo que aconteceu recentemente nos EUA, àquela que tínhamos como a mais consolidada, entre todas as democracias do mundo, foi um providenciável aviso, este por sua vez, tendo como autor, político e intelectual, o próprio presidente Donald Trump. Ou assim entenderemos ou outros tiranos, espalhados mundo afora, tenderão imitá-lo. 

Desta feita, as sua ameaças precisam ser veemente repudiadas, e se necessário, devidamente punidas, isto porque, a invasão ao Capitólio, a sede que abriga o seu Senado e a sua Câmara dos Deputados só ocorreu, em razão do prévio consentimento do próprio Donald Trump. Nos últimos 200 anos, vindo dos EUA, nenhum outro exemplo poderia ser mais desastroso, e em razão da pandemia da Covid-19, ao deixar o poder com os EUA ocupando o primeiro lugar no mundo em números de contaminados e de morte por Covid-19, bastaria estes números para dimensionar o seu triste e lamentável legado. 

Os invasores do Capitólio não agiram livremente, e sim, insuflados pelo presidente Donaldo Trump, numa tentativa, certamente a última, de inaugurar o primeiro golpe de Estado justamente no país em que a alternância do poder tem sido uma regra jamais contestada. Ele próprio, Donaldo Trump, assumiu a presidência da República tendo obtido menos de 4.000.000 de votos em relação à candidata Hillary Clinton, e mesmo assim a sua assunção não fora contestado, porquanto havia obtido a maioria no seu colégio eleitoral, o colegiado que consagra o eleito.  

Se na disputa Joe Biden/Donald Trump o democrata obteve maioria, tanto no voto popular quanto no colégio eleitoral, sua vitória jamais poderia ser contestada, menos ainda, em nome de supostas fraudes. Pior ainda: as tais fraudes, a despeito do elevado número de acusações, nenhuma delas restou minimamente comprovada.    
Que o péssimo exemplo do presidente Donald Trump não venha acontecer no nosso país, em particular, nas eleições de 2022, até porque, o próprio presidente Jair Bolsonaro já anunciou que algo ainda pior poderá acontecer em nosso país. 

Isto dito resta as nossas instituições, tanto as de natureza política quanto as de natureza jurídica evitar que o anúncio feito presidente Jair Bolsonaro possa acontecer, em particular, nas de 2022. 

 

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