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Planetariamente

O pós-coronavirus, por alguns anos, deixará um triste , legado para todos os países do mundo.

Logicamente, não na mesma proporção, afinal de contas, uns países sofrerão mais que outros, mas os países que menos sofrerão serão àqueles que souberam enfrentar a Covid-19, ou seja, que tomaram como referência o que a ciência recomendava.

A própria China, o país que identificou o primeiro contaminado, a despeito dos seus 1.400.000.000 de habitantes conseguiu enfrentá-la, de sorte que, a quantidade de chineses mortos por coronavirus é inferior ao número de brasileiros que já morreram apenas na cidade de São Paulo.

Enquanto isto, com profunda tristeza, nós, brasileiros, estamos às vésperas de contabilizar 100.000 mortes. Daí a pergunta que não pode calar: qual a causa de tamanha tragédia? Simples assim: as nossas autoridades políticas não cuidaram como deviam, para combater um vírus que já se sabia que era altamente contagioso, até porque, quando a Covid-19 chegou ao Brasil já sabíamos, com dois meses de antecedência, os estragos que o mesmo já havia provocado no continente europeu, particularmente na Itália e na Espanha. A provar o quanto as nossas autoridades foram irresponsáveis, enquanto em vários países do mundo contavam os números de mortes por Covid-19, chegamos a patrocinar o maior carnaval de nossa história.  Não por acaso, a cidade de São Paulo e a do Rio de Janeiro, cujos carnavais foram os mais exuberantes, não tardaram a se transformar nos dois principais epicentros da Covid-19 em nosso país.

Ao invés das nossas autoridades políticas seguirem as recomendações da ciência e os exemplos exitosos já alcançados em vários outros países, a exemplificar, o da Nova Zelândia, por exemplo, aconteceu o pior: o combate a Covid-19 passou a ser politizado, e de tal ordem que, ao invés do presidente Jair Bolsonaro, através do Ministério da Saúde coordenar todo o processo juntamente com todos os governadores e prefeitos, como seria previsto, logicamente, baseados na ciência, deu-se exatamente o contrário, dividiram-se. E a partir de então, cada um deles passou a fazer o que lhes desse na telha. Como o governador de São Paulo, diga-se de passagem, foi o que melhor se comportou e o que passou a adotar as melhores providências, pelo fato de sê-lo, potencialmente, candidato a presidência da República nas eleições de 2022, de pronto, o presidente Jair Bolsonaro recusava-se a segui-lo, posto que, se assim procedesse, poderia fortalecer um dos seus mais, se não, o seu mais provável adversário.

Decerto uma coisa: a história julgará àqueles que contribuíram para estarmos competindo o campeonato de mortes por Covid-19.

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