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O tempo dirá

.                                  Quando um governante faz dos seus ouvidos um penico jamais poderá colher bons resultados.  

Na atividade política a presença dos bajuladores tem sido uma constante. A propósito, Maquiável considerava-os como uma das pragas que todos os príncipes teriam bastante dificuldade para enfrentá-los, e a razão não é outra que não seja a capacidade que eles têm de falarem tão somente aquilo que os príncipes gostariam de ouvir. Entre as críticas que corrigem e as bajulações que corrompem os governantes sempre ignoraram as oportuníssimas recomendações de Santo Agostinho. 

Os amigos não surgem por acaso, pois somente o tempo será capaz de construí-los. Àqueles que surgem em razão do poder, têm prazo de validade, pois logo desaparecerão, pois já estarão buscando como se aproximar daquele que vier sucedê-lo. 

Em o “Príncipe”, Maquiavel destacou um dos seus capítulos para tratar dos aduladores, em razão das dificuldades que terão os governantes para deles se afastarem. Ainda assim, decorridos mais de 500 anos, só após se afastarem do poder e que os nossos governantes passam a perceber que foram vítimas da tal praga.

 Aqui e alhures, todos os nossos governantes experimentaram o crescimento exponencial de novos amigos, posto que, a maioria deles faz-se presentes as suas posses e sequer comparecem as despedidas daquele que está deixando o poder.  

Os irmãos, Jorge e Tião Viana, por longo 20 anos, muito provavelmente, e sem nunca terem perguntado, devem ter ouvido, aos milhares, as mais efusivas declarações de amizade e de fidelidade daqueles que ora tanto os criticam. Creio que não precisa nominá-los, até porque, para identificá-los, basta que verifiquemos àqueles que conseguiram se aproximar do governador Gladson Cameli. No meio deles vamos encontrar até mesmo àqueles que foram os mais impiedosos  infamantes, caluniadores e injuriosos do governo Orleir Cameli.   


Na arte de bajular os detentores de poder, aqui no nosso Acre, exemplos não faltam. Alguns deles, até merecem a denominação de   proxenetas, pois ser esta a denominação que melhor os caracterizam. 

É bem verdade que na origem dos seus comportamentos e a alimentá-los, dispomos da pior legislação política do mundo, e enquanto ela se mantiver, coisas piores ainda poderão acontecer. 

Por estas e outras, não me surpreendo quando percebo as cortes se  cercarem de novos amigos. Para tanto, nenhum exemplo poderá ser mais representativo do que a presença do outrora satânico centrão ter se transformado na base de sustentação congressual do presidente Jair Bolsonaro, posto que, da tal nova política, nada mais se ouviu falar. 

 

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